quinta-feira, 28 de maio de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

De Volta a Lagoa Azul

A LAGOA AZUL
Antes que comecem as críticas, eu faço uma pergunta: "Quem nunca ficou seduzido pelo clima de erotismo inocente, e pela descoberta do amor entre as personagens deste filme? Acredito que qualquer indivíduo da minha geração, que na época curtiam a pré-adolescência, tenha tido a vontade de ser habitante daquela ilha perdida no oceano.
O fascínio pela descoberta do corpo, a inocência perdida, e o amor incondicional, com certeza já atingiu um dia a vida de cada um de nós. Ocorre que com o passar do tempo e o amadurecimento a duras penas imposto pela vida moderna, nos tornamos seres pseudo-céticos, e em consequência disso, críticos sarcásticos deste modelo de romance.
Basta que façamos uma pequena viagem no túnel do tempo, para que a magia do amor de Brooke Shields e Christopher Atkins na paradisíaca ilha, torne a nos encantar de um modo bastante peculiar aos adolescentes. E o porque disso é muito simples. Na adolescência, da minha geração, éramos apenas crianças, ávidas pelo desejo puro e intenso de crescer, amar, casar, ter família, filhos e tal...A pureza nos proporcionava viver intensamente a fantasia de que essa vida tão desejada seria tal qual um conto de fadas, onde o príncipe encantado, rico, bonito, fiel e com um caráter inquestionável, encontraria a linda e meiga princesa, disposta a ser uma glamurosa madame "Amélia", e a partir dali, viveriam felizes para sempre...sem percalços. Transportávamos então a situação inusitada vivida pelos protagonistas do filme para a realidade ilusória criada em nossos corações que batiam em franca arritmia, típica da faixa etária em questão. E chegávamos a acreditar piamente que aquele seria o nosso destino. Não necessariamente numa ilha, ou em um castelo medieval, mas na selva de pedra que era a nossa realidade. A cada reprise do filme, maior se tornava nossa ilusão. Doce ilusão...
O tempo passa para todos, e com ele passam também as fantasias de um passado nem tão distan te assim. O desejo do encontro mágico até se realiza, mas a vivência real do antigo sonho é bem diferente do romantismo contido no script do filme. Nos tornamos ácidos, criamos uma capa protetora a fim de preservarmos a evolução da nossa espécie. A Lagoa Azul, passa a ser um mar poluído por derramamento de óleo, produzindo matanças em massa de animais e plantas que antes decoravam o lúdico cenário. E a matança se estende a nós, seres humanos, que assim como a fauna e a flora, vamos nos tornando secos, sem vida, e descrentes de qualquer mudança para melhor. Odiamos a Lagoa Azul. Ridicularizamos o amor e a inocência dos protagonistas. Classificamos o filme como mero enlatado produzido exclusivamente para a sessão da tarde. Zombamos do que teria sido um dia, o nosso ideal de vida. E o pior...passamos isso como lição de vida para os nossos filhos...endurecemos nossas crianças sem permitirmos que elas tenham o privilégio de um dia sentir o friozinho na barriga que sentimos um dia...e que muito nos encantava!
Me pergunto às vezes se não seria muito melhor vivermos na ilusão de que um dia nos tornaríamos náufragos dessa dura vida e viveríamos com o amor como subsistência, em uma ilha perdida no paraíso de nossa imaginação. Com certeza a resposta é "sim".
Mas penso que nem tudo está perdido. Convido a todos, de qualquer geração, a assistir ao cult "A Lagoa Azul, e por um momento que seja, possam encarnar de corpo e alma a vivência das personagens do filme. É um convite para uma longa viagem, onde sairíamos da realidade para o sonho que um dia fora deixado pra trás. É verdade que iremos com a passagem de volta comprada, mas como fazemos nas férias anuais, curtimos ao máximo aqueles momentos maravilhosos e mágicos que as viagens nos proporcionam. Guardamos as fotografias, e principalmente, cultivamos as lembranças em nossa memória para todo o sempre. Quando tivermos vontade, poderemos sim, ser felizes para sempre!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fugindo da Rotina

Por onde andei?
Por onde estive em minha longa ausência?
Seguia eu minha reta caminhada, em meio às curvas sinuosas da Serra dos Órgãos, dia após dia, em um longo e ininterrupto "up and down". De repente, em uma curva dessa estrada, piscou uma placa de "ATENÇÃO" em minha consciência. Ela dizia: "Cuidado! Longo trecho de rotina a 500 metros". Gelei. Pisei no freio. Parei para um café. Espantei o sono. E desliguei o piloto automático.
E a minha promessa de não mais existir apenas, e sim viver intensamente cada instante? Estava indo por estrada abaixo...NÃO! Liguei o motor do carro e rapidamente...seta para esquerda. Esquerda volver...mudança de planos.
Interrompi temporariamente a linha "Teresópolis-Vila Isabel", acessei a net, e em uma teclada tudo estava resolvido. Em poucos dias, estaria rumo a outro destino. Argentina!
Terra do tango de Gardel, do futebol de Dom Diego Maradona, do orgulho revolucionário de Ernesto Guevara de La Serna, enfim...terra onde coexistem a cordialidade e a rivalidade com o país de Luis Inácio. Nações onde a afinidade e a latinidade superam a velha disputa: Pelé x Maradona. E lá estava eu...muito bem acompanhada por um marido que dentre outras qualidades, é um grande companheiro no que diz respeito a quebras de contratos baseados na rotina.
O diário de viagem não é o tema principal deste relato, ficando para um próximo momento de inspiração. O fato é: Eu fui. Nós fomos. Voltamos renovados. Prontos para retomar a estrada nossa de cada dia. Prontos para enfrentar novamente a mesmice inerente à vida de todos nós.
Foi dado início ao segundo round. Volto do corner cheia de energia. E aqui estou com ar renovado...até que a rotina me afaste novamente...
"Hasta la vitoria, siempre!"

domingo, 3 de maio de 2009

Fanatismo indigesto...

Nesta última semana, na cidade de Aberdeen, Escócia, uma cadela de 10 anos, mestiça de Dálmatas foi submetida a uma cirurgia para retirada de um corpo estranho.
A cadela, Dixie, havia comido um Kinder Ovo que se encontrava na mesa da cozinha, porém junto com o chocolate, Dixie engoliu o brinquedo que vem de brinde.
Dixie abriu um quadro de vômitos, diarréia e desidratação grave, e foi levada a um hospital especializado. A surpresa ficou por conta do exame de Rx, que não só evidenciou a presença de um corpo estranho, mas revelou a identidade do mesmo. Tratava-se de um boneco do Homer Simpson.
Após a cirurgia, que transcorreu sem complicações, Dixie evoluiu bem e já está em casa.
Como sabemos, existem vários casos relatados de fanatismo que acabaram em tragédia. Porém, o caso de Dixie é o primeiro relatado no mundo animal. Diz-se à boca pequena que Dixie era espectadora assídua do desenho "Os Simpsons", e que Homer Simpson, típico personagem "ame-o ou deixe-o", lhe causava estranha inquietação ao aparecer na telinha.
Sinistro...

My friend Nietzsche

"Não somos rãs pensantes, nem aparelhos de objetivação e máquinas registradoras com vísceras congeladas. Temos constantemente de parir nossos pensamentos de nossa dor e maternalmente transmitir-lhes tudo o que temos em nós de SANGUE, CORAÇÃO, FOGO, PRAZER, PAIXÃO,TORMENTO, CONSCIÊNCIA, DESTINO, FATALIDADE - VIVER. "
Friedrich W. Nietzsche - in: Gaia Ciência

sexta-feira, 1 de maio de 2009

We all live in...

...a YELLOW SUBMARINE...
Em 12x sem juros...no cartão!
PS: recomendo não tentar entender. Trata-se de uma compulsão muito particular...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Albert explica...

"Você entende a relatividade quando vê que 1 hora com a sua namorada parece 1 minuto, e 1 minuto sentado num formigueiro parece 1 hora"
ALBERT EINSTEIN
Entendeu? Ou quer que eu desenhe?

domingo, 26 de abril de 2009

Sigmund Freud - Biografia

A 06 de maio de 1856 nasceu em Freiberg, Sigmund Freud o criador da psicanálise. No ano 1877, abreviou o nome de Sigismund Schlomo Freud para Sigmund Freud. Freud foi o filho mais velho (entre sete filhos) do terceiro casamento de Jacob Freud e Amalia Freud. Devido a má situação econômica, a família mudou-se para Viena, Áustria, onde o pai estabeleceu um comércio no bairro Leopoldstrasse.
Em fevereiro de 1923 foi descoberto um tumor maligno, imediatamente foi feita uma cirurgia. Freud tinha que usar uma prótese. Após 33 cirurgias, tinha dificuldade em falar, mas mantinha suas atividades de rotina, abandonando apenas os problemas do movimento psicanalítico.
Casou com Martha Bernays. O casal teve seis filhos, um dos quais, Ana, tornou-se discípula, porta-voz do pai, e psicanalista. Em março de 1938, quando da invasão da Áustria pela Alemanha, com a intervenção do diplomata americano William Bullitt e de um resgate pago por Marie Bonaparte, Freud e sua família deixaram Viena indo para Londres, residindo em Maresfield Gardens 20; hoje Freud Museum.
Freud faleceu em 23 de setembro de 1939, depois de ter estado dois dias em coma, a seu pedido recebeu três injeções de três centigramas de morfina, com a concordância de Anna Freud.
Freud continua tão polêmico hoje em dia como na época em que esteve vivo. É idolatrado pelos seus seguidores, mas também é visto como um mistificador, principalmente porque após década de 1990 com as descobertas da neurociência, muitos dos princípios fundamentais da psicanálise são questionados.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Brasil, o país das "Malcom"

Sabemos que o Brasil é um país de diversidades. Diversas raças, diversas culturas, diversas classes sociais, e como não poderia faltar, diversos grupos de indivíduos identificados por determinada característica singular. É nesse grupo que encontramos as "Malcom".
O grupo das "Malcom" é composto apenas por mulheres, já que o correspondente masculino recebe outro nome e tem características peculiares, que não são o assunto deste texto. Essas mulheres, têm idade variando entre 15-75 anos, sendo sua grande concentração encontrada na faixa dos 40-55 anos. O estado civil predominante é "casada", porém não podemos excluir as viúvas e as solteironas, tipos bastante característicos da classe.
Temos "Malcoms" atuando nas várias áreas profissionais. Mas sabemos do tropismo desta classe pelas repartições públicas, bancos, diretorias de escolas, e hospitais. Podemos também encontrá-las nos cursos livres de pintura em porcelana, ponto de cruz, francês e culinária. Podemos nos deparar também com alguns espécimes na profissão favorita das "Amélias" do Brasil: as "do lar".
O tipo físico predominante tem características patognomônicas: baixinhas, gordinhas, hirsutas, cabelos ressecados, sobrancelhas grossas e seios abundantes. É claro que há exceções...
As "Malcom" costumam usar óculos de leitura pendurados por uma correntinha dourada ou de pérolas falsas. O cabelo é pintado, na maioria das vezes e há sempre uma raiz branca aparecendo. Usam muitos colares tipo bijou, coloridos e trançados entre si. A maquiagem é excessiva e sempre incompatível com a ocasião. Preferem roupas largas, de seda ou crepe, geralmente em tom pastel. A roupa íntima é invariavelmente bege e do tipo "calçola". Muitas usam anáguas. O lencinho bordado na bolsa é presença quase obrigatória.
No que se refere ao lazer, encontramos muitas Malcom em shoppings, matinês de cinema no Largo do Machado, cabeleireiros, igrejas, mesas de "biriba", bingos, cafeterias tradicionais, aulas de hidroginástica, chás beneficentes, pet shops, supermercados, e pasmem...em consultórios médicos. Isso mesmo...ir ao médico é o lazer favorito da maioria delas.
No consultório médico, o comportamento é quase uniforme, independente da especialidade em questão: são poliqueixosas, com dores que migram de um lugar para outro, dormências, cefaléias crônicas, hálux valgo, doenças da tireóide, depressivas, obesas, com frequentes dores no peito, asmáticas, com micoses nas unhas, cálculos renais e biliares, labirintite, fadiga, logorréicas e insones. Muitas vezes possuem sintomas e sinais de difícil correlação anatômica ou fisiológica, tipo: nó na barriga, ovo na cabeça, cólica no tornozelo, "estralos" difusos ao acordar, coração que pára de "respirar" à noite, dentre outros mais bizarros. São facilmente identificadas logo na chegada aos consultórios e clínicas, pois vêm sempre com uma sacolinha de exames bastante recheada, com no mínimo uma Ressonância Magnética e um exame de Sangue. Possuem múltiplas receitas dos vários profissionais antes consultados, sendo todos incompetentes. Conhecem todos os medicamentos, já usaram vários e nenhum adiantou, ou então são alérgicas...Há também os medicamentos que abaixam muito a pressão, provocam cólicas, tiram o sono, ao contrário do que é previsto em suas características farmacológicas.
Por fim, o diagnóstico sindrômico é sempre o mesmo para todas as variações descritas..."Síndrome de Malcom". O tratamento não tem mistério, e é fornecido gratuitamente na maioria das vezes (há quem prefira pagar). O problema maior é que as próprias "Malcom" rejeitam o tratamento em sua forma completa, ficando sempre insatisfeitas e agravando a síndrome a cada tentativa de um novo "medicamento". Nestes casos cronificados, lançamos mão dos antidepressivos, benzodiazepínicos, analgésicos e anti-eméticos. Trata-se de um tratamento sintomático e com taxas altas de insucesso, levando a maioria das "Malcom" a solicitar atestados médicos e declarações para perícia, a fim de se "encostarem pelo INPS".
A cada dia que vivo e ando por esse Brasil afora, me deparo com mais e mais mulheres contaminadas pela síndrome. O índice de crescimento das taxas de morbi-mortalidade vem assustando a população não acometida pela doença, já que esta é que sofre com os surtos de irritabilidade e má vontade das mulheres acometidas. Temo que até 2010, 2/3 da poulação feminina do país esteja contaminada por alguma forma da doença, o que seria uma enorme tragédia no que diz respeito às relações sociais e profissionais inerentes ao nosso dia a dia.
Confesso que por várias vezes já me peguei pensando em uma solução definitiva para tal síndrome, mas no fundo, sei que a mesma não está nos livros...a solução está em levar uma vida saudável na esfera conjugal, seja em uma simples "ficada" ou em um casamento beirando as bodas de prata ou de ouro. No momento em que a mulher "Malcom" estiver aberta para reconhecer seu parceiro ideal e se render aos caprichos de uma boa noite sexo, não importando a frequência, creio que a incidência da síndrome diminuirá vertiginosamente.
Em suma, a solução é literalmente "Relaxar e Gozar"!!!

sábado, 11 de abril de 2009

A Queda do Império em Milão...

Uma história de ascenção e queda do Imperador de Milão.
A cada dia, um capítulo mais emocionante. Não perca...diariamente nos melhores jornais e canais de TV...