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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Carmen de Bizet - Habanera

Carmen, composta pelo francês Georges Bizet, é uma das óperas mais encenadas de todos os tempos. Foi a última composição de Bizet e teve sua estréia em Paris, no ano de 1875.
Drama Lírico em 4 atos, a história, baseada na novela homônima de Prosper Merimée, é ambientada na Espanha e conta a saga da cigana Carmen, do soldado José e do toureiro Escamillo que protagonizam um triângulo amoroso repleto de amor, ciúme e morte.

Carmen é a Ópera não-italiana com o maior n° de árias famosas, com destaque para a Habanera - L'Amour est un oiseau rebelle.

A habanera é um estilo de dança criado em Havana, Cuba. Foi a primeira música genuinamente afro-latino-americana, que foi levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII. Foi sofrendo alterações em sua estrutura básica devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e espanhóis. É uma música de compasso binário, com o primeiro tempo fortemente acentuado, com uma curta introdução seguida de duas partes de oito compassos cada uma, com modulação do tom crescente. Da habanera derivam diversos ritmos como o maxixe brasileiro e o tango argentino, além do vanerão dos gaúchos. É uma dança que foi também, algumas vezes, aproveitada no repertório erudito, sendo o exemplo mais famoso a "Habanera de Carmen."

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche também se encantou com Carmen:

"Finalmente o amor retraduzido em natureza! Não o amor de uma virgem sublime! Mas o amor como fatum, cínico, inocente, cruel – e precisamente nisso natureza! O amor que em seus meios é a guerra, e no fundo o ódio mortal dos sexos!"

Quem não viu está perdendo....

sábado, 27 de junho de 2009

Luto²

25 de Junho de 2009...Dia de Luto para legiões de fãs das mais variadas gerações...O mundo perdia Farrah Fawcett, a eterna "pantera" do seriado "Charlie's Angels" e perdia também Michael Jackson, ídolo pop mais cultuado, amado e odiado das últimas décadas.
Para os mais jovens, que não tiveram a oportunidade de acompanhar o seriado "As Panteras", com título original "Charlie's Angels", na década de 70/80, fica difícil dar a dimensão exata da perda de Farrah Fawcett. Seu papel era o da Pantera Jill Munroe, linda, com cabelos invejáveis, feminina, sagaz e ao mesmo tempo uma das melhores agentes do misterioso Charlie. Exímia atiradora, perfeita em seus golpes, dominava a técnica de defesa pessoal de forma bastante ética. Junto com suas companheiras, Sabrina e Kelly, também lindas, charmosas e destemidas, foi algoz dos mais perigosos bandidos, desarticulando as quadrilhas mais temidas de Los Angeles. Quem teve a oportunidade de assistir ao seriado, com certeza já encarnou uma das 3 personagens em suas brincadeiras de "bandido e mocinho" na infância. Elas eram invencíveis. Jill era invencível. Era.......pois a doença do século a levou pra sempre. De certo, para nós que tivemos o privilégio de tê-la na TV em nossas tardes ociosas da infância, ficará a dor da perda, mas também a alegria de um dia ter podido vivenciar a emoção de se sentir uma "pantera".
No caso de Michael, o impacto é maior...São várias gerações de órfãos, mas devemos admitir que nós, privilegiados adolescentes da década de 70/80, talvez sejamos os mais saudosos. Afinal, quem não teve o vinil mais vendido da época, "Thriller"? Quem não parou para assistir a estréia do video clip de "Thriller" no Fantástico? E mais...quem não tocou uma guitarra imaginária no solo de "Beat It"? Quem não arriscou uns passinhos tal qual Michael fazia na lendária "Billie Jean"? Coisas daquela geração...Mas Michael era mais que isso. Se manteve no topo por muitos anos, e se não era notícia na música, era protagonista de momentos e cenas que pararam o mundo. Quais? Não vem ao caso agora, todos nós sabemos. Loucura? Talvez...Mas o que fazer quando sabemos da simbiótica relação entre a genialidade e a loucura? Digamos amém. Amém para o gênio, amém para o louco. Amém para um dos ícones mais reverenciado e cultuado por todo o mundo. Digamos adeus a Michael Jackson. Com certeza, não haverá outro igual a ele...
Neste dia, Farrah e Michael, a "Pantera" e o "Moonwalker", deram as mãos e partiram juntos para algum lugar distante. E deste lugar, só saberemos o endereço quando chegar nossa de patir. Que eles cheguem em paz por lá!

domingo, 31 de maio de 2009

Só podia ser Zé Rodrix

Hoje acordei pensando em Zé Rodrix...
Ainda triste pelo precoce falecimento do gênio Zé Rodrix, eternizado por compor "muitos rocks rurais", me deparei com um (excelente) blog na net, onde temos acesso a poesias, composições e outros escritos do poeta.
Achei por lá, um poema bem atual e resolvi postá-lo por aqui.

O Presidente Silva
Sobram-lhe gogó e goró,
faltam-lhe ginásio e petróleo.
Há de ficar eternamente na dúvida
balançando pendularmente
entre ser líder e ser liderado:
para qualquer um dos dois papéis
faltam-lhe ginásio e petróleo,
sobram-lhe gogó e goró.
--------------//---------------
Na foto: Sá Rodrix e Guarabira (anos 70)
Só podia ser mesmo o Zé Rodrix...
Link do blog "Na Lata do Poeta" - http://nalatadopoeta.blogspot.com/

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Super-Homem de Nietzsche...

“E Zaratustra assim falou ao povo: ‘Eu lhes anuncio o super-homem!’ O super-homem é o bom-senso da terra. Digam suas vontades: seja o super-homem a razão da terra..."
O Super-Homem criado por Nietzsche, seria um homem "além do bem e do mal", humano em demasia, que viria ao encontro de tudo o que era previamente estabelecido. Para o filósofo, qualquer ser humano, seria dotado da possibilidade de ser um "super-homem", enquanto dotado de vontade e coragem. Imbuído destas, o (super) homem superaria todos os obstáculos, sendo dois deles, os principais "inimigos" potenciais deste ser "humano, demasiadamente humano", a saber, o Hábito e o Medo.
Nietzsche estabeleceu as características deste homem ideal a partir de Zaratustra (nome oriundo de Zoroastro - profeta persa em VI a.C.), no clássico: "Assim falou Zaratustra", de sua autoria.
Há quem diga, que Zaratustra seria o superego do filósofo...
Maybe..............

quarta-feira, 27 de maio de 2009

De Volta a Lagoa Azul

A LAGOA AZUL
Antes que comecem as críticas, eu faço uma pergunta: "Quem nunca ficou seduzido pelo clima de erotismo inocente, e pela descoberta do amor entre as personagens deste filme? Acredito que qualquer indivíduo da minha geração, que na época curtiam a pré-adolescência, tenha tido a vontade de ser habitante daquela ilha perdida no oceano.
O fascínio pela descoberta do corpo, a inocência perdida, e o amor incondicional, com certeza já atingiu um dia a vida de cada um de nós. Ocorre que com o passar do tempo e o amadurecimento a duras penas imposto pela vida moderna, nos tornamos seres pseudo-céticos, e em consequência disso, críticos sarcásticos deste modelo de romance.
Basta que façamos uma pequena viagem no túnel do tempo, para que a magia do amor de Brooke Shields e Christopher Atkins na paradisíaca ilha, torne a nos encantar de um modo bastante peculiar aos adolescentes. E o porque disso é muito simples. Na adolescência, da minha geração, éramos apenas crianças, ávidas pelo desejo puro e intenso de crescer, amar, casar, ter família, filhos e tal...A pureza nos proporcionava viver intensamente a fantasia de que essa vida tão desejada seria tal qual um conto de fadas, onde o príncipe encantado, rico, bonito, fiel e com um caráter inquestionável, encontraria a linda e meiga princesa, disposta a ser uma glamurosa madame "Amélia", e a partir dali, viveriam felizes para sempre...sem percalços. Transportávamos então a situação inusitada vivida pelos protagonistas do filme para a realidade ilusória criada em nossos corações que batiam em franca arritmia, típica da faixa etária em questão. E chegávamos a acreditar piamente que aquele seria o nosso destino. Não necessariamente numa ilha, ou em um castelo medieval, mas na selva de pedra que era a nossa realidade. A cada reprise do filme, maior se tornava nossa ilusão. Doce ilusão...
O tempo passa para todos, e com ele passam também as fantasias de um passado nem tão distan te assim. O desejo do encontro mágico até se realiza, mas a vivência real do antigo sonho é bem diferente do romantismo contido no script do filme. Nos tornamos ácidos, criamos uma capa protetora a fim de preservarmos a evolução da nossa espécie. A Lagoa Azul, passa a ser um mar poluído por derramamento de óleo, produzindo matanças em massa de animais e plantas que antes decoravam o lúdico cenário. E a matança se estende a nós, seres humanos, que assim como a fauna e a flora, vamos nos tornando secos, sem vida, e descrentes de qualquer mudança para melhor. Odiamos a Lagoa Azul. Ridicularizamos o amor e a inocência dos protagonistas. Classificamos o filme como mero enlatado produzido exclusivamente para a sessão da tarde. Zombamos do que teria sido um dia, o nosso ideal de vida. E o pior...passamos isso como lição de vida para os nossos filhos...endurecemos nossas crianças sem permitirmos que elas tenham o privilégio de um dia sentir o friozinho na barriga que sentimos um dia...e que muito nos encantava!
Me pergunto às vezes se não seria muito melhor vivermos na ilusão de que um dia nos tornaríamos náufragos dessa dura vida e viveríamos com o amor como subsistência, em uma ilha perdida no paraíso de nossa imaginação. Com certeza a resposta é "sim".
Mas penso que nem tudo está perdido. Convido a todos, de qualquer geração, a assistir ao cult "A Lagoa Azul, e por um momento que seja, possam encarnar de corpo e alma a vivência das personagens do filme. É um convite para uma longa viagem, onde sairíamos da realidade para o sonho que um dia fora deixado pra trás. É verdade que iremos com a passagem de volta comprada, mas como fazemos nas férias anuais, curtimos ao máximo aqueles momentos maravilhosos e mágicos que as viagens nos proporcionam. Guardamos as fotografias, e principalmente, cultivamos as lembranças em nossa memória para todo o sempre. Quando tivermos vontade, poderemos sim, ser felizes para sempre!

sábado, 11 de abril de 2009

A Queda do Império em Milão...

Uma história de ascenção e queda do Imperador de Milão.
A cada dia, um capítulo mais emocionante. Não perca...diariamente nos melhores jornais e canais de TV...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Crepúsculo

Michael, o monstro...
Por estes dias, ao abrir um site de notícias, me deparei com esta "ilustração" de Michael Jackson, e fiz uma longa viagem no tempo. Como costumo fazer na minhas sessões com meu amigo-psi, Sig Freud, me permiti de cara uma livre associação: festinha americana, no velho apê de Botafogo, onde meninos levavam o refri, e meninas levavam um salgado, que invariavelmente era o já extinto biscoito Skiny. Eu explico...
O ano era 1982. Talvez 83...Na época, eu morava em Botafogo, em um "condomínio" de 3 prédios imensos, onde fiz diversas amizades, que durante muito tempo supriram boa parte do meu tempo, do meu lazer. Início de adolescência, hormônios a flor da pele em plena ebulição, meninos e meninas oscilavam entre partidas de futebol, enduros de Bicicross (Com a Caloi Cross, recém lançada - aquela que tinha uma versão em vermelho e outra em azul), brincadeiras de elástico e corda, pique bandeira e pasmem: uma imensa vontade de viver uma paixão de novela, ainda que fosse inventada e supervalorizada. Para alguns, já rolavam os (longos e babados...rsrs) beijos na boca durante uma dança, em tais festinha americanas, que aconteciam todos os finais de semana. Uma vez na casa de um, outra vez na casa de outro, e assim por diante. A música lenta imperava...afinal, era durante uma dança cheek to cheek que estava implícita a possibilidade de rolar um beijo. O som variava de Skyline Pigeon, do Elton John, passando por Lady Lady Lady, tema de amor de Flashdance (também uma febre da época), e chegando ao delírio com Hopelessly Devoted, tema de Grease, interpretada pela melódica e simpática Olivia Newton John. Era um longo momento de beijos intermináveis para alguns, e um doloroso e extremoso momento de dor de cotovelo para outros. Tudo era curtição...o amor correspondido, ou não!
E aonde entra nosso querido Michael? Pois bem...na hora do rango (Skiny e Baconzitos), era permitido tocar uma música "rápida". Os músculos mastigatórios descansariam dos beijos e passariam a trabalhar a fim de nos auxiliar na digestão inicial dos nossos biscoitinhos repletos de corante amarelo. Paralelo a isso, os meninos, aqueles que ainda não haviam despertado para o romance, ouviam e interpretavam as canções de Michael Jackson. O álbum Thriller era o primeiro lugar disparado nas paradas de sucesso. Cada música era um delírio coletivo. Eram guitarras imaginárias tocadas durante o maravilhoso solo de Beat It e imitações do break dance de Michael na balada Billie Jean, com direito a chapeuzinho e àqueles gritinhos "gasguitos" que davam vida à música. Mas o clímax acontecia mesmo quando surgiam os primeiros sinais de terror na introdução de Thriller. Virávamos um exército de monstros, seguindo os passos de Michael, tal qual o clip, que havia sido exibido em primeira mão no "Fantástico - O Show da Vida" (era esse o nome, na época!). Era uma cena cômica e memorável, gravada com certeza na memória de quem viveu intensamente aquela época!
Tais lembranças surgiram como uma apresentação em Power-Point, durando uma fração de segundos. Revivi uma época da minha vida onde minha única preocupação era saber na casa de quem seria a festa no final de semana. E como uma coisa sempre traz outra (não é Sig???), me lembrei dos discos de vinil, das fitas cassete e do toca discos portátil, que embalavam nossas inocentes festinhas. Por fim, me veio à mente a figura atual de Michael: um ser deteriorado de corpo e alma. Condenado pelos fãs por suas atitudes questionáveis, do ponto de vista moral e ético, deformado por inúmeras cirurgias plásticas, e o pior........descaracterizado pela nova cor da pele adquirida com tratamentos dermatológicos (???) ao longo dos anos. Imagem deplorável! Produção musical escassa e sem apelo comercial. Triste fim de Michael Jackson. Isolado na "Terra do Nunca", sem direito a amizade de Peter Pan e Sininho...Um ser humano bizarro, por opção!
Confesso que esse revival me trouxe muita alegria e um certo sentimento saudosista que julgo ser eventualmente necessário a qualquer um de nós, mortais. São momentos como esse que nos fazem andar pra frente, na esperança de que uma outra época nos traga a mesma alegria daquela vivida há uns 25 anos. (Putz! Tudo isso???)
Mas algumas questões ficam em aberto. O que haveria acontecido com o superstar mais idolatrado dos anos 80? Onde estaria aquele Michael carismático, que dançava como ninguém ousara dançar antes? Onde estariam as músicas tais quais aquelas que lideraram as paradas por anos e anos a fio? Onde estaria o Michael, ícone da raça negra? O ébano de "Ebony and Ivory", parceria com Paul McCartney, símbolo do anti-racismo? Creio que não há uma resposta plausível...
Talvez tenha lhe faltado umas visitas ao Psiquiatra...talvez umas sessões com Sig...talvez um velho e bom Haldol com Fenergan........................Enquanto isso, vamos vivendo das doces lembranças daquela década de ouro, a década de 80. Lembrando sempre que "the kid is not my son", ou "his son", se preferirem....................................sob eterno protesto de Billie Jean..................

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

La Rochefoucauld

François de La Rochefoucauld
Breves, claras e plenas de conteúdo, as máximas de la Rochefoucauld são um belíssimo estudo sobre a natureza humana. Desde as boas maneiras à prostituição, passando pela loucura, pela avareza e liberalidade, pela eloquência, política, amor, amizade, inveja, ódio, moderação, felicidade e justiça, o autor aborda quase tudo aquilo que diz respeito à condição humana. Assumindo o excesso de amor-próprio como chave-mestra para explicar a complexidade das motivações que subjazem e informam a conduta humana, dever-se-á seguir o conselho que o próprio autor dá para a leitura desta obra: "o melhor que o leitor tem a fazer é assumir que nenhuma destas máximas lhe é dirigida e considerar-se como a única exceção... Se assim fizer, garanto que é o primeiro a subscrevê-las."
Máximas e Reflexões Morais, um dos mais sentidos e interessantes textos da literatura francesa, pertence àquela categoria de pequenos livros que devem ser lidos, relidos e absorvidos sempre com renovada admiração, saber e prazer.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Eu nasci há 10.000 anos atrás...

RAUL SEIXAS: 20 anos de saudade...
Em 21 de agosto de 2009 completam-se 20 anos da morte de Raulzito Seixas, e inúmeras homenagens ao Maluco Beleza já estão sendo planejadas.
Por Toda Minha Vida, na Rede Globo; o documentário ' O Inicio, O Fim e O Meio' que estará nos cinemas de todo o Brasil no segundo semestre; a biografia escrita pelo jornalista Edmundo Leite; Palco Toca Raul, na Virada Cultural de São Paulo...enfim, vários eventos, publicações e programas de rádio e TV estarão homenageando o ícone maior do Rock Brasileiro ao longo deste ano.
Acompanhe todas as novidades acessando www.raulrockclub.com.br/news
Alguns links para quem é fã de Raulzito:
Músicas em homenagem ao Maluco Beleza
RAUL ROCK CLUB/RAUL SEIXAS OFICIAL FÃ-CLUBE
Caixa Postal 12.106 - Ag. Santana - São Paulo - SP - CEP: 02013-970
Site RRC: http://www.raulrockclub.com.br/
Blog:
http://sylviopassos.blogspot.com/
Seja você uma METAMORFOSE AMBULANTE, um COWBOY FORA DA LEI, um CARIMBADOR MALUCO, uma MOSCA NA SOPA ou simplesmente, um MALUCO BELEZA...ouça RAUL, viva RAUL, faça parte dessa SOCIEDADE ALTERNATIVA, onde 'QUEM NÃO TEM COLÍRIO USA ÓCULOS ESCUROS', COMO VOVÓ JÁ DIZIA! É só pegar o METRÔ LINHA 743, que você embarcará em uma viagem inesquecível pela vida do PASTOR JOÃO, da IGREJA INVISÍVEL, passando por AL CAPONE, e com a inusitada trilha sonora, encabeçada pelo ROCK DAS ARANHAS...
TOCA RAUL!!!!
"amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade..." (A MAÇÃ)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

E o mundo amanheceu diferente...

Terça-feira, 20 de Janeiro, aconteceu o que o mundo todo esperava: Barack Obama, em uma linda cerimônia, tornou-se de fato, o presidente dos EUA.
Durante o dia todo, houve comemoração em todo o território americano. Os republicanos, uma minoria naquele momento, se trancaram em suas casas e foram obrigados a assistir a alegria contida de um povo oprimido por seu antigo governante e suas políticas de guerra!
Logo que iniciou o discurso da posse, Obama falou a palavra mágica que todos queriam ouvir: Paz! Fim da Guerra! Retirada das tropas do Iraque! Foi um alívio para o mundo e principalmente para as famílias que sofrem por ter seus filhos envolvidos nessa catastrófica guerra sem rumo.
Obama recebeu um país desacreditado por todo o mundo, um país associado a guerras e destruições sem sentido, um país que deixara de ser uma super potência mundial, para afundar em uma crise econômica e política jamais vista nos últimos anos. Além do caos social que foi ocasionado pelas perdas humanas e materiais ocorridas no último governo.
Porém, como todo povo, inclusive os mais oprimidos e devastados pelas mais variadas crises, há sempre uma esperança. E a esperança do povo americano e do resto do mundo, está toda depositada neste homem, simples, bem preparado, articulado, jovem e com uma bela família a apoiá-lo.
O que vem pela frente não é nada fácil. Recuperar um país do porte dos EUA, e com a importância deste no cenário mundial, não será nunca uma tarefa simples. Mas Obama tem a faca e o queijo nas mãos. Tem preparo, tem vontade, é político e principalmente tem todo o apoio de um povo que transborda confiança e esperança. É um grande primeiro passo para o sucesso...
Sei que não podemos soltar os fogos antes da bola entrar. Jogo é jogo...treino é treino, já dizia o baixinho, Romário. Mas quem é torcedor fiel, acredita na vitória até os 45 minutos do segundo tempo. Sem contar os acréscimos...E eu, como grande parte da nação, acredito e torço por um governo com a cara da campanha de Obama. Seria fazer o mundo girar 360° a fim de dar uma sacudida nos brios de todos nós...cidadãos do mundo e principalmente do cidadão americano, que clama por um país mais humano, mais real, mais ligado aos interesses de seu povo.
E assim, recomeça o Sonho Americano...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Belo e John Lennon...

Como Assim???????
Vai dizer que a gente não se diverte no Orkut?
E a comunidade ainda tem mais de 250 membros!!!
Pobre "Lenito do Cavaco"! Ouviu o galo cantar e não sabe aonde...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Rimbaud para quem entende...

"Existiremos divertindo-nos, sonhando amores monstruosos, universos fantásticos, lamentando-nos e censurando as aparências do mundo, saltimbanco, mendigo, artista, bandido, - padre!"
Arthur Rimbaud

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Raridades...corra que só tem um...

Raridades em vinil...
Me diga com sinceridade. Quanto você pagaria por uma destas raridades abaixo? Pensa bem...é lance pra colecionador!!!
Bom...se você não pagaria nada, esqueça e passe para o próximo post. Mas se você aventou a possibilidade de qualquer valor para adquirir estes artigos raríssimos em vinil, tenha calma!!!
Vou te contar um segredinho...tem um sebo, do tipo "muquifo", lá na famosa Rua Augusta, em Sampa, que tá vendendo essas peças raras pela bagatela de R$1,00!!! Isso mesmo!!!
Imaginem quanto isso não estará valendo em 20 anos...rsrs!
À exceção do Carequinha, que merece todo o meu respeito, olhem bem as outras capas...
A primeira delas parece a Sheila Carvalho (É o Tchan), com 40 anos a mais, e 40 Kg a mais, tentando "tocar" sua viola, num estilo "intimista"..............aparentemente sem sucesso!
O segundo, não tenho dúvidas de que é o Borat...aquele do filme! Putz...se não é ele, é irmão gêmeo! E ainda por cima está "tocando uma sanfona"...em público, e sem o menor pudor...rsrs.......ah...é o Borat sim!!!
O vinil de n°4, de cara me fez lembrar o clássico Macho Man, do Village People...no pejorativo, claro! Pô...olha bem o tamanho do charutão que o sósia do Richard Carpenter tem na mão direita! Um perfeito fetiche...Seu companheiro de capa, uma mistura de Rambo tupiniquim e de Popó (do boxe), tem uma pinta de Severino, que dá até dó! E aquele revólver pendurado no cordão, junto ao medalhão a la Reginaldo Rossi? Com aquele peito cabeludo, no mais alto estilo ursinho, à mostra para sua legião de fãs (Fãs???). Ahhh...e se eu bem estou enxergando, ele ainda fez sua gravata de cinto, estilo cigano bêbado em final de festa...Freud explicaria isso se estivesse vivo!!! Com certeza!!! (Mas...o que será que esses dois cantam, hein?)
Para finalizar, o tal Paul Pincus, que toca músicas para ocasiões felizes, está numa pose estilo Jerry Lewis, se exibindo para duas donzelas, e um cavalheiro, que me pareceu ser o mais empolgado do grupo...todo mundo "batendo palminha" para o tal Pincus...Ngm merece!!!
Olha...confesso que gostaria de ouvir que raios de música esse povo toca! Se alguém já ouviu ou se pelo menos tem alguma informação sobre qualquer um deles...por favor, me avise!
Ahhh! E para os interessados, lembro que o sebo que oferece moradia para esse povo bizarro, fica na Rua Augusta, quase esquina com D.Antonia, em Sampa...isso mesmo...na Zona do Agrião! Nos esgotos de Gotham City...
Como eu sei disso? Rsrs....infelizmente eu já estive lá...um pequeno erro de planejamento em uma curta viagem à Sampa para visitar o Salão do Automóvel...E quem está na chuva, tem que se molhar, não é mesmo? E eu me molhei feio!!!!!!!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um pouco de história...

O GOL DO LENÇOL
No dia 9 de maio de 1976 foi marcado um dos gols mais bonitos da história do futebol brasileiro. Ele foi marcado por Roberto Dinamite, num jogo do Vasco contra o Botafogo, no Maracanã, no Campeonato Carioca de 1976. Na jogada, o ídolo vascaíno recebeu a bola da direita, matou-a no peito, aplicou um lençol no zagueiro Osmar e fuzilou o arqueiro Wendell. O gol, aos 45 minutos do segundo tempo, garantiu a vitória vascaína de virada por 2 a 1 naquele jogo. O lance ficou conhecido como "O gol do lençol em Osmar".
Como podem ver, o meu time tem história!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Na falta de um mestre...

AUTODIDATA
"Autoditata é a pessoa que tem a capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre lhe ensinando ou instruindo aulas. A pessoa com seu próprio esforço busca e pesquisa o material necessário para sua aprendizagem.O termo vem do grego autodídaktos. Que ou quem aprendeu ou aprende por si, sem auxílio de professores.O autodidata é, antes de mais nada, um curioso.Ele sempre se pergunta o porquê das coisas e tenta descobrir as respostas por conta própria.O meio, por vezes, é mais importante do que o fim. Para o autodidata, o processo da busca de informação chega a ser mais gratificante do que a obtenção do dado procurado." Emanuelle Rodrigues.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Nicollò Machiavelli - MAQUIAVEL

Breve biografia... Nicolau Maquiavel (forma "aportuguesada" de Niccolò Machiavelli), nasceu em Florença, Itália, no ano de 1469. Em 1476 ingressou na escola de gramática e nos anos seguintes começou a estudar latim e matemática. Com uma sólida formação humanística, Maquiavel começou a escrever seus livros em 1497. Em 1498, aos 22 anos, tornou-se Secretário de Estado de Florença, e nos anos subsequentes começou a intervir como embaixador de paz ou de tratados políticos entre os estados italianos. Daí em diante foram várias missões, incluindo não só os estados italianos, mas também alguns estados franceses. Após missão realizada no Vaticano, tornou-se chanceler em Florença. Em 1512, foi deposto, multado e confinado em território florentino. Sendo suspeito de um complô, foi preso e torturado, sendo libertado em 1513, sob intervenção do Papa Leão X. Entre 1518-1526, prosseguiu aceitando missões comerciais junto a outros estados, encomendadas por mercadores florentinos. Em 1526, foi nomeado provedor e chanceler em Florença. Morreu em Junho do ano de 1527, quando ainda exercia o cargo. Nicolau maquiavel é o autor de um dos livros mais lidos da História: "O Príncipe". Por esta obra, Maquiavel foi criticado e execrado, mas também muito elogiado. Desde o século XVI, até nossos dias, foram escritos inúmeros textos comentando a obra de Maquiavel. Neles, Maquiavel foi tratado de imoral, pérfido, homem sem princípios, destruidor das leis e das instituições que regem a sociedade, demolidor dos princípios religiosos, truculento, leviano, irresponsável entre outras "qualidades" que se possa imaginar. Mas mereceu também todos os louvores por sua coragem e intrepidez, por sua análise de uma sociedade decadente e atrelada a um sistema de religião que mais a prejudicava que a beneficiava. O Príncipe é um tratado político que descreve a natureza do poder e as formas de conquistá-lo, exercê-lo e conservá-lo. O governante, representado pela figura do príncipe, encarna o interesse supremo da nação e, por esta razão, deve ter suficiente habilidade e astúcia para defender seu principado ou país, para conquistar outros, para sufocar eventuais sublevações e deve sobrepor-se a todos os outros poderes que possam interferir em sua gestão, inclusive ao poder espiritual da Igreja que, em última análise, deverá ser subserviente a ele. Segundo a opnião secular dos cientistas políticos, com esta obra, Maquiavel inaugurou a ciência política moderna. Devo dizer que, melhor do que falar sobre esta obra, de fama secular, devemos conhecê-la, devorá-la e saboreá-la! Apreciem!!! Kika...recuperando fragmentos importantes da História do Mundo...

sábado, 15 de novembro de 2008

A saúde de Van Gogh

O mundo Psi de Van Gogh... Todos nós sabemos, pelas postagens anteriores que Vincent Van Gogh era portador de uma saúde mental frágil e perturbadora. Aqui vai um breve resumo... *Epilepsia do Lobo Temporal : Van Gogh nasceu com uma pequena lesão cerebral que o levou ao desenvolvimento de Epilepsia. Acredita-se que a doença se agravou pelo consumo indiscriminado do "Licor de Absintho", seu favorito. *Trantorno Bipolar do Humor : Van Gogh ciclava entre episódios depressivos e maníacos, com predomínio nítido dos períodos de excitação (mania). *Hipergrafia : Desordem comumente ligada à Mania e à Epilepsia, fazendo com que o indivíduo escreva compulsivamente, o que justifica as mais de 800 cartas escritas por Van Gogh. *Intoxicação por Chumbo : Proveniente das tintas utilizadas em suas pinturas, podendo também ter sido uma das causas do agravamento de sua Epilepsia. A intoxicação pelo metal chumbo pode levar à lesão neurológica irreversível, além de insuficiência renal, toxicidade reprodutiva e efeitos cárdio-vasculares. *Hipertermia/Insolação : Adquirida durante sua estadia no Sul da França, causando dores epigástricas, náuseas frequentes, hostilidade, confusão mental, dores de cabeça, desmaios, tonturas, etc... A hipertermia ocorre quando o corpo absorve ou produz mais calor do que pode dissipar. *Intoxicação por Tuiona : A tuiona é um componente de um óleo essencial, óleo de Artemisia, e é o principal componente do Licor de Absintho, o favorito de Van Gogh. A Tuiona em excesso pode levar a surtos psicóticos, convulsões, perdas do conhecimento, cãimbras e outra lesões neurológicas irreparáveis. Isso ocorre pois a tuiona bloqueia um receptor que em condições normais, inibiria a excitação das células do cérebro, regulando o fluxo de íons de cloro. Bloqueando tal receptor, a tuiona permite que as células cerebrais permaneçam excitadas, "disparando à vontade". Por aí, podemos perceber a forte ligação entre o universo psi e a genialidade de Vincent Van Gogh. É consenso que grande parte das doenças psi, ocorrem em indivíduos considerados "gênios", principalmente quando ligados à arte, em suas variadas formas de expressão. Tô certa, Sig? Kika...fã incondicional do perturbado Vincent... Ilustração: "Sunflowers" , by Vincent Van Gogh

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Um pouco de Van Gogh...

Vincent Van Gogh nasceu na Holanda em 1853. Filho de um pastor, cresceu sob fortes influências religiosas. Entre 1860 e 1880, Van Gogh resolveu ser um artista. Nesta mesma época, teve 2 tumultuados e infelizes romances, além de ter passado por 3 empregos, de onde foi demitido, por seu temperamento difícil e emocional. Foi então para a Bélgica afim de estudar arte e trazer felicidade através da criação de belas imagens. Suas pinturas, neste período, apresentavam tons sombrios, das quais a mais famosa era "The Potato Eaters", de 1885. Em 1886, Van Gogh foi para Paris para encontrar seu irmão, Theo, gerente da Galeria de Arte Goupil. Conheceu Pissarro, Monet e Gauguin, e sob tais influências, começou a usar tons mais claros em suas pinturas. Seu temperamento "nervoso", fazia dele uma péssima companhia, e frequentemente se envolvia em várias e longas discussões durante a noite, entremeadas por dias inteiros de pintura, debilitando sua saúde. Resolveu ir para Arles e foi acompanhado do amigo Gauguin. Num episódio de epilepsia, Van Gogh partiu em direção ao amigo com uma tesoura, mas foi impedido pelo mesmo. Porém, o final foi terrível, resultando no corte do lóbulo de sua orelha. Neste período, Van Gogh alternava surtos de loucura e lucidez, quando finalmente foi internado em um Sanatório em St.Remy, para tratamento psiquiátrico. Em Maio de 1890, quando aparentava estar muito melhor, foi para Auvers-sur-Oise, sempre sob supervisão médica rigorosa. Mesmo assim, faleceu 2 meses após a mudança. Suicidou-se, atirando em si mesmo "pelo bem de todos". Em toda sua breve carreira, Van Gogh vendeu apenas uma pintura. Suas obras apresentavam uma fusão inconfundível e única de forma e conteúdo, sendo este, poderoso, dramático, lírico, rítmico, fértil e emocional. Mostravam um artista absorvido, tentando sempre explicar ao mundo sua luta constante contra a loucura e seu entendimento da essência espiritual do homem e da natureza. Essa é uma breve biografia de um grande pintor impressionista, que viveu nas últimas décadas de 1800, lutando sempre contra uma saúde fragilizada por sérios distúrbios psiquiátricos. Trata-se de meu artista favorito, que me emociona a cada obra, devido aos seus traços cheios de significados, que só alguém com entendimento na área psi, pode desvendar totalmente...ou quase totalmente... Quem quiser saber mais sobre Vincent Van Gogh, ou conhecer sua obra completa, pode acessar o site www.vangoghgallery.com . Kika, bastante emocionada... PS: a pintura que ilustra o post é o famoso "Self-Portrait".

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Um pouco de História do Brasil...

Lei Áurea A Lei Áurea foi assinada em 13 de maio de 1888 pela Princesa Isabel do Brasil extingüindo a escravidão no Brasil.
Conjuntura:
A assinatura da Lei Áurea foi decorrência de pressões internas e externas: o movimento abolicionista já tinha grande força no país, haviam freqüentes fugas de negros e mulatos, o exército já se recusava a fazer o papel de capitão-do-mato, ou seja: capturar e devolver os escravos a seus donos. Além disso, estava se tornando economicamente inviável manter o trabalho escravo, em face da concorrência com a mão-de-obra imigrante, barata e abundante, todos esses fatores conjugados e os ataques constantes dos negros, muitos deles refugiados em quilombos, às propriedades agrícolas, como mostrou Joaquim Manuel de Macedo em seu livro: As Vítimas-Algozes. O Brasil foi o último país independente do Ocidente a erradicar a escravatura. A Constituição do Império, outorgada em 1824, embora mais liberal do que várias outras Cartas monárquicas, mantinha a escravidão usando de um subterfúgio: declarava o respeito aos direitos de propriedade, ao mesmo tempo que empregava, em certas passagens, a expressão "homens livres", o que dava a entender que nem todos eram livres, e que era legítima a propriedade sobre os não-livres. Algumas leis feitas no primeiro reinado e no período regencial abolindo o tráfego de escravos não foram cumpridas. Também a Constituição da República Rio-Grandense, de 1843, redigida por representantes dos fazendeiros opositores ao Império do Brasil, preservava a escravatura. A palavra Áurea, que vem do latim Aurum, é uma expressão de uso simbólico que significa "feito de ouro", "resplandecente", "iluminado". A palavra áurea que tem sido usada para expressar o grau de magnitude das ações humanas é explorada há séculos por faraós, soberanos, reis e imperadores, geralmente esta associada a datas astrológicas que são escolhidas para assinatura de leis e tratados.[carece de fontes?]. Embora muitos discordem, no Brasil, tem-se que o ato da assinatura da Lei Áurea assinado pela filha do Imperador Dom Pedro II, Princesa Isabel (1846-1921) adquiriu esse nome por ser o dia 13 de maio, escolhido pela princesa Isabel, uma das principais datas que acompanham a história brasileira e refere-se ao aniversário de seu falecido bisavô, Dom João VI. O dia 13 de maio é considerado data cívica no Brasil.
Texto: A lei nº 3.353, (de autoria de Antônio da Silva Prado, ministro da Agricultura e fazendeiro incentivador da mão de obra européia), de 13 de maio de 1888, que não previa nenhuma forma de indenização aos fazendeiros, dizia: Declara extinta a escravidão no Brasil: A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário. Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império. Princesa Imperial Regente. Rodrigo Augusto da Silva Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembléia Geral, que houve por bem sancionar, declarando extincta a escravidão no Brazil, como nella se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. Chancelaria-mor do Império.- Antônio Ferreira Viana. Transitou em 13 de Maio de 1888.- José Júlio de Albuquerque.
Consequências:
Foram libertados, pela Lei Áurea, um total de escravos que não chegou a um milhão, para uma população total de quinze milhões de brasileiros. O número de escravos havia diminuido muito nas décadas anteriores à Abolição, devido à abolição do tráfico de escravos em 1850 pela Lei Eusébio de Queirós, à varíola, à Guerra do Paraguai, à Lei do Ventre Livre e à Lei dos Sexagenários. A Lei Áurea foi precedida pela Lei do Ventre Livre de 28 de Setembro de 1871, que libertou todas as crianças nascidas, e que previa indenização aos fazendeiros, o que não foi cumprido, e pela lei do sexagenário, que libertou em 1885 todos os negros maiores de 65 anos de idade. Foi a formalização desse ato, a assinatura da Lei Áurea, no dia 13 de maio de 1888 que finalmente deu por fim a qualquer exploração da mão-de-obra escrava no Brasil. A Abolição foi amplamente apoiada pela maçonaria do Brasil, fortemente opositora dos fazendeiros católicos. Assim, em geral, todos os políticos que tiveram seu nome ligado à leis abolicionistas foram maçons como o membro do Supremo Conselho do Grau 33 Eusébio de Queirós e o grão-mestre visconde do Rio Branco, responsável pela lei do ventre livre. Ambas as leis foram aprovadas por Isabel quando seu pai estava na Europa. Pela segunda ela foi premiada com a comenda Rosa de Ouro pelo Papa Leão XIII. Logo após assinar a Lei Áurea, ao cumprimentar a Princesa Isabel, João Maurício Wanderley, barão de Cotejipe, profetizou: "A senhora acabou de redimir uma raça e perder o trono". Durante o longo processo de discussão das leis abolicionistas, a opinião pública e a classe política se dividiram entre os que eram totalmente favoráveis à abolição, os que eram contrários, e um grupo intermediário que queria uma abolição gradativa para não haver uma imediata crise na lavoura por falta de mão de obra, esta última posição defendida, entre outros, pelo deputado geral e escritor José de Alencar. A lei foi apoiada por todos os líderes afrodescendentes da época, chamados então de "Pretos", como José do Patrocínio e André Rebouças, mas ainda não deixou de provocar polêmicas. Críticos afirmam que deu liberdades aos negros e mulatos mas não lhes garantiu alguns direitos fundamentais, como acesso à terra e à moradia, que os permitissem exercer uma cidadania de fato. Ao contrário, a falta de uma legislação complementar que vislumbrasse tal problemática contribuiu por condenar amplas camadas populares à exclusão social - problema que só se agravaria com o passar do tempo. E do ponto de vista dos fazendeiros, a crítica foi no sentido de que estes não foram indenizados tendo imenso prejuízos especiamente os pequenos proprietários de terra que não tinham acesso a mão de obra de imigrantes. Rui Barbosa, quando ministro da fazenda do governo Deodoro da Fonseca, ordenou a destruição de todas os livros de matrículas de escravos pois temia ações na justiça visando indenização dos proprietários de escravos. Além disso, se durante muito tempo a Lei Áurea foi vista como um ato generoso de uma Princesa que seguia os propósitos abolicionistas de seu pai, a historiografia brasileira mais recente - através por exemplo dos trabalhos de Silvia Hunold Lara e Sidney Chalhoub - tem acentuado as rebeliões de escravos que estavam se generalizando no País, gerando quilombos por toda a parte. Assim, cada vez mais se pensa que, em vez de uma concessão de uma generosa Família Imperial e de uma classe de senhores de escravos que teriam feito as contas e concluído que era mais barato importar mão de obra assalariada européia em vez de imobilizar capitais elevados em trabalhadores negros e mulatos, especialmente os grandes plantadores de café de São Paulo. A Abolição, por outro versão, teria sido fruto de um estado semi-insurrecional que ameaçava a ordem imperial e escravista. Tal interpretação acentua o caráter ativo, e não passivo, das populações escravizadas.
Fonte: Wikipédia - Enciclopédia Digital
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

MACHUPICCHU - História e Sonho...

Machupicchu, a cidade sagrada dos Incas,no Perú, está localizada a 2.350m de altitude (Praça Principal). A cidade foi uma fortaleza “encravada” na área mais inacessível dos Andes, escondida dentro da floresta tropical e construída com uma localização geográfica privilegiada, que combinava as montanhas sagradas, água corrente e um alinhamento celestial quase perfeito, especialmente para a passagem do deus Sol. É impressionante ver a disposição dos prédios, o trabalho em pedra e os terraços para a agricultura num local quase inacessível. Tudo é meticulosamente organizado, desde a abertura de ruas até as escadarias construídas para aproveitamento do espaço. Tais degraus, de pedra, levam aos templos místicos feitos com blocos de granito branco, dispostos caprichosamente um sobre o outro, sem adição de argamassa. Ali, nasceu o sofisticado estilo da arquitetura inca. Machupicchu, assim como quase todos os nomes Quéchuas de lugares da região, é uma palavra composta que provêm de machu = velho e picchu = cume ou montanha. Portanto, Machupicchu se traduz como "montanha velha". O clima em Machupicchu apresenta as mesmas características que toda a região e pode ser definido basicamente em apenas duas estações: a estação das chuvas, que vai de setembro a abril e a estação seca de maio a agosto. Porém, como se encontra no início da Selva Amazônica Peruana, está sujeita a chuvas em qualquer época do ano. A temperatura média anual é de 13°C , variando entre 0°-26°C, no inverno e verão, respectivamente. A descoberta científica de Machupicchu se deu em Julho de 1911, pelo historiador norte-americano Hiram Bingham. Alguns historiadores peruanos alegam que Bingham pilhou e não descobriu Machupicchu. Segundo eles, Bingham levou grande quantidade de objetos de ouro, múmias e obras de arte, que hoje estariam espalhadas por museus nos EUA e até numa suposta coleção particular. Outros pesquisadores afirmam que Machupicchu foi descoberta em 1901, pelos agricultores peruanos Mariano e Agustín Lizárraga, que haviam deixado uma inscrição com seus nomes e a data de chegada em um dos monumentos. Mas o certo é que, quem apresentou Machupicchu ao mundo foi Bingham. Até hoje, pouco se sabe sobre a finalidade da construção da cidade sagrada de Machupicchu, e muito menos, os motivos que teriam levado seus antigos habitantes a abandonarem sua cidade. Sabe-se porém, que Machupicchu é um destino de incomparável beleza e força espiritual, que emana dos remanescentes arqueológicos, além de ter sido recentemente incluída no seleto grupo das 7 novas maravilhas do mundo. Para quem, como eu, sonha em visitar o berço sagrado da civilização inca, sugiro visitar o site: www.machupicchu.com.br (minha fonte de consulta), onde saberão tudo sobre a história de Machupicchu, e levarão consigo preciosas dicas e roteiros variados de viagem. Ainda dá pra se deliciar com as belas fotografias, até que seja possível fazer as malas e embarcar nesse sonho... Saudações sempre cordiais,
Kikinha...sonhando sempre...