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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Carmen de Bizet - Habanera

Carmen, composta pelo francês Georges Bizet, é uma das óperas mais encenadas de todos os tempos. Foi a última composição de Bizet e teve sua estréia em Paris, no ano de 1875.
Drama Lírico em 4 atos, a história, baseada na novela homônima de Prosper Merimée, é ambientada na Espanha e conta a saga da cigana Carmen, do soldado José e do toureiro Escamillo que protagonizam um triângulo amoroso repleto de amor, ciúme e morte.

Carmen é a Ópera não-italiana com o maior n° de árias famosas, com destaque para a Habanera - L'Amour est un oiseau rebelle.

A habanera é um estilo de dança criado em Havana, Cuba. Foi a primeira música genuinamente afro-latino-americana, que foi levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII. Foi sofrendo alterações em sua estrutura básica devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e espanhóis. É uma música de compasso binário, com o primeiro tempo fortemente acentuado, com uma curta introdução seguida de duas partes de oito compassos cada uma, com modulação do tom crescente. Da habanera derivam diversos ritmos como o maxixe brasileiro e o tango argentino, além do vanerão dos gaúchos. É uma dança que foi também, algumas vezes, aproveitada no repertório erudito, sendo o exemplo mais famoso a "Habanera de Carmen."

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche também se encantou com Carmen:

"Finalmente o amor retraduzido em natureza! Não o amor de uma virgem sublime! Mas o amor como fatum, cínico, inocente, cruel – e precisamente nisso natureza! O amor que em seus meios é a guerra, e no fundo o ódio mortal dos sexos!"

Quem não viu está perdendo....

sábado, 27 de junho de 2009

Take Care...

Em tempos de gripe suína...todo cuidado é pouco!!!

Cada um tem "a banana" que merece...

Gente fina...............
.........é outra coisa!

Luto²

25 de Junho de 2009...Dia de Luto para legiões de fãs das mais variadas gerações...O mundo perdia Farrah Fawcett, a eterna "pantera" do seriado "Charlie's Angels" e perdia também Michael Jackson, ídolo pop mais cultuado, amado e odiado das últimas décadas.
Para os mais jovens, que não tiveram a oportunidade de acompanhar o seriado "As Panteras", com título original "Charlie's Angels", na década de 70/80, fica difícil dar a dimensão exata da perda de Farrah Fawcett. Seu papel era o da Pantera Jill Munroe, linda, com cabelos invejáveis, feminina, sagaz e ao mesmo tempo uma das melhores agentes do misterioso Charlie. Exímia atiradora, perfeita em seus golpes, dominava a técnica de defesa pessoal de forma bastante ética. Junto com suas companheiras, Sabrina e Kelly, também lindas, charmosas e destemidas, foi algoz dos mais perigosos bandidos, desarticulando as quadrilhas mais temidas de Los Angeles. Quem teve a oportunidade de assistir ao seriado, com certeza já encarnou uma das 3 personagens em suas brincadeiras de "bandido e mocinho" na infância. Elas eram invencíveis. Jill era invencível. Era.......pois a doença do século a levou pra sempre. De certo, para nós que tivemos o privilégio de tê-la na TV em nossas tardes ociosas da infância, ficará a dor da perda, mas também a alegria de um dia ter podido vivenciar a emoção de se sentir uma "pantera".
No caso de Michael, o impacto é maior...São várias gerações de órfãos, mas devemos admitir que nós, privilegiados adolescentes da década de 70/80, talvez sejamos os mais saudosos. Afinal, quem não teve o vinil mais vendido da época, "Thriller"? Quem não parou para assistir a estréia do video clip de "Thriller" no Fantástico? E mais...quem não tocou uma guitarra imaginária no solo de "Beat It"? Quem não arriscou uns passinhos tal qual Michael fazia na lendária "Billie Jean"? Coisas daquela geração...Mas Michael era mais que isso. Se manteve no topo por muitos anos, e se não era notícia na música, era protagonista de momentos e cenas que pararam o mundo. Quais? Não vem ao caso agora, todos nós sabemos. Loucura? Talvez...Mas o que fazer quando sabemos da simbiótica relação entre a genialidade e a loucura? Digamos amém. Amém para o gênio, amém para o louco. Amém para um dos ícones mais reverenciado e cultuado por todo o mundo. Digamos adeus a Michael Jackson. Com certeza, não haverá outro igual a ele...
Neste dia, Farrah e Michael, a "Pantera" e o "Moonwalker", deram as mãos e partiram juntos para algum lugar distante. E deste lugar, só saberemos o endereço quando chegar nossa de patir. Que eles cheguem em paz por lá!

domingo, 21 de junho de 2009

Bizarrices...

Em 31 Maio...(Fonte Yahoo)

QENA, Egito - Um jovem egípcio de 25 anos cortou o próprio pênis depois que os pais rejeitaram sua namorada, informou a polícia local.

O jovem, morador do povoado de Sheikh Eissa (sul), estava apaixonado por uma mulher, mas os pais a rejeitaram e disseram que ele deveria se casar com outra, ao contrário do que ele desejava.
Ele praticou a mutilação no próprio quarto, segundo a uma fonte policial.
O jovem foi hospitalizado e sua situação é considerada estável, mas os médicos não conseguiram reimplantar o membro. O jovem também mutilou os testículos, segundo a polícia.
Tsc,tsc...
  • Existe alguém no mundo que mereça tal ato de heroísmo tão selvagem?
  • O indivíduo não teria um desejo inconsciente de castração?
  • Não seria um caso de transsexualismo latente?
  • Seria um "Édipo" mal resolvido?

Sei lá...talvez seja mais um insano perdido por esse mundo...Se não era...passou a ser...

Como diria Raulzito: "Quando acabar, o maluco sou eu!"

domingo, 14 de junho de 2009

Parada Gay

Hoje foi dia de Parada Gay em Sampa...
O evento contou, como sempre, com a presença maciça do povo, mas desta vez, "algo" inusitado também apareceu por lá...
É mole????

domingo, 31 de maio de 2009

Só podia ser Zé Rodrix

Hoje acordei pensando em Zé Rodrix...
Ainda triste pelo precoce falecimento do gênio Zé Rodrix, eternizado por compor "muitos rocks rurais", me deparei com um (excelente) blog na net, onde temos acesso a poesias, composições e outros escritos do poeta.
Achei por lá, um poema bem atual e resolvi postá-lo por aqui.

O Presidente Silva
Sobram-lhe gogó e goró,
faltam-lhe ginásio e petróleo.
Há de ficar eternamente na dúvida
balançando pendularmente
entre ser líder e ser liderado:
para qualquer um dos dois papéis
faltam-lhe ginásio e petróleo,
sobram-lhe gogó e goró.
--------------//---------------
Na foto: Sá Rodrix e Guarabira (anos 70)
Só podia ser mesmo o Zé Rodrix...
Link do blog "Na Lata do Poeta" - http://nalatadopoeta.blogspot.com/

"Slide to Unlock"

Essa foi demais...
Confesso que não era a minha intenção passar por aqui hoje, muito menos postar algo. Não me sinto nos meus melhores dias (ou noites) de inspiração. Mas repito...essa foi demais!
Passeava eu, virtualmente, por um blog especializado em informática, downloads e outras coisitas do gênero, quando me deparo com mais um produto (inspirado) no mundo "Mac"...aquele da maçãzinha mordida...
"I Panties"............Isso mesmo...calcinhas inspiradas no I Phone e no I Pod Touch. Na frente, estrategicamente na vertical, lemos a seguinte instrução: "Slide to Unlock". Se você tem um I Pod Touch ou um I Phone, vai entender bem do que estou falando. Se você não tem, aí vai a imagem do produto, para que possam compreender melhor até onde pode ir uma "I Mania".
O produto foi criado pela empresa norte-americana Weebly, especializada em hospedagem e criação de blogs, e o custo é de US$12, podendo escolher entre as cores preta ou branca.
Gostou? Aí vai o link: http://ipanties.weebly.com/
O dia dos namorados vem aí, e esta é uma boa dica para quem tem uma namorada "geek".

quarta-feira, 27 de maio de 2009

De Volta a Lagoa Azul

A LAGOA AZUL
Antes que comecem as críticas, eu faço uma pergunta: "Quem nunca ficou seduzido pelo clima de erotismo inocente, e pela descoberta do amor entre as personagens deste filme? Acredito que qualquer indivíduo da minha geração, que na época curtiam a pré-adolescência, tenha tido a vontade de ser habitante daquela ilha perdida no oceano.
O fascínio pela descoberta do corpo, a inocência perdida, e o amor incondicional, com certeza já atingiu um dia a vida de cada um de nós. Ocorre que com o passar do tempo e o amadurecimento a duras penas imposto pela vida moderna, nos tornamos seres pseudo-céticos, e em consequência disso, críticos sarcásticos deste modelo de romance.
Basta que façamos uma pequena viagem no túnel do tempo, para que a magia do amor de Brooke Shields e Christopher Atkins na paradisíaca ilha, torne a nos encantar de um modo bastante peculiar aos adolescentes. E o porque disso é muito simples. Na adolescência, da minha geração, éramos apenas crianças, ávidas pelo desejo puro e intenso de crescer, amar, casar, ter família, filhos e tal...A pureza nos proporcionava viver intensamente a fantasia de que essa vida tão desejada seria tal qual um conto de fadas, onde o príncipe encantado, rico, bonito, fiel e com um caráter inquestionável, encontraria a linda e meiga princesa, disposta a ser uma glamurosa madame "Amélia", e a partir dali, viveriam felizes para sempre...sem percalços. Transportávamos então a situação inusitada vivida pelos protagonistas do filme para a realidade ilusória criada em nossos corações que batiam em franca arritmia, típica da faixa etária em questão. E chegávamos a acreditar piamente que aquele seria o nosso destino. Não necessariamente numa ilha, ou em um castelo medieval, mas na selva de pedra que era a nossa realidade. A cada reprise do filme, maior se tornava nossa ilusão. Doce ilusão...
O tempo passa para todos, e com ele passam também as fantasias de um passado nem tão distan te assim. O desejo do encontro mágico até se realiza, mas a vivência real do antigo sonho é bem diferente do romantismo contido no script do filme. Nos tornamos ácidos, criamos uma capa protetora a fim de preservarmos a evolução da nossa espécie. A Lagoa Azul, passa a ser um mar poluído por derramamento de óleo, produzindo matanças em massa de animais e plantas que antes decoravam o lúdico cenário. E a matança se estende a nós, seres humanos, que assim como a fauna e a flora, vamos nos tornando secos, sem vida, e descrentes de qualquer mudança para melhor. Odiamos a Lagoa Azul. Ridicularizamos o amor e a inocência dos protagonistas. Classificamos o filme como mero enlatado produzido exclusivamente para a sessão da tarde. Zombamos do que teria sido um dia, o nosso ideal de vida. E o pior...passamos isso como lição de vida para os nossos filhos...endurecemos nossas crianças sem permitirmos que elas tenham o privilégio de um dia sentir o friozinho na barriga que sentimos um dia...e que muito nos encantava!
Me pergunto às vezes se não seria muito melhor vivermos na ilusão de que um dia nos tornaríamos náufragos dessa dura vida e viveríamos com o amor como subsistência, em uma ilha perdida no paraíso de nossa imaginação. Com certeza a resposta é "sim".
Mas penso que nem tudo está perdido. Convido a todos, de qualquer geração, a assistir ao cult "A Lagoa Azul, e por um momento que seja, possam encarnar de corpo e alma a vivência das personagens do filme. É um convite para uma longa viagem, onde sairíamos da realidade para o sonho que um dia fora deixado pra trás. É verdade que iremos com a passagem de volta comprada, mas como fazemos nas férias anuais, curtimos ao máximo aqueles momentos maravilhosos e mágicos que as viagens nos proporcionam. Guardamos as fotografias, e principalmente, cultivamos as lembranças em nossa memória para todo o sempre. Quando tivermos vontade, poderemos sim, ser felizes para sempre!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fugindo da Rotina

Por onde andei?
Por onde estive em minha longa ausência?
Seguia eu minha reta caminhada, em meio às curvas sinuosas da Serra dos Órgãos, dia após dia, em um longo e ininterrupto "up and down". De repente, em uma curva dessa estrada, piscou uma placa de "ATENÇÃO" em minha consciência. Ela dizia: "Cuidado! Longo trecho de rotina a 500 metros". Gelei. Pisei no freio. Parei para um café. Espantei o sono. E desliguei o piloto automático.
E a minha promessa de não mais existir apenas, e sim viver intensamente cada instante? Estava indo por estrada abaixo...NÃO! Liguei o motor do carro e rapidamente...seta para esquerda. Esquerda volver...mudança de planos.
Interrompi temporariamente a linha "Teresópolis-Vila Isabel", acessei a net, e em uma teclada tudo estava resolvido. Em poucos dias, estaria rumo a outro destino. Argentina!
Terra do tango de Gardel, do futebol de Dom Diego Maradona, do orgulho revolucionário de Ernesto Guevara de La Serna, enfim...terra onde coexistem a cordialidade e a rivalidade com o país de Luis Inácio. Nações onde a afinidade e a latinidade superam a velha disputa: Pelé x Maradona. E lá estava eu...muito bem acompanhada por um marido que dentre outras qualidades, é um grande companheiro no que diz respeito a quebras de contratos baseados na rotina.
O diário de viagem não é o tema principal deste relato, ficando para um próximo momento de inspiração. O fato é: Eu fui. Nós fomos. Voltamos renovados. Prontos para retomar a estrada nossa de cada dia. Prontos para enfrentar novamente a mesmice inerente à vida de todos nós.
Foi dado início ao segundo round. Volto do corner cheia de energia. E aqui estou com ar renovado...até que a rotina me afaste novamente...
"Hasta la vitoria, siempre!"

domingo, 3 de maio de 2009

Fanatismo indigesto...

Nesta última semana, na cidade de Aberdeen, Escócia, uma cadela de 10 anos, mestiça de Dálmatas foi submetida a uma cirurgia para retirada de um corpo estranho.
A cadela, Dixie, havia comido um Kinder Ovo que se encontrava na mesa da cozinha, porém junto com o chocolate, Dixie engoliu o brinquedo que vem de brinde.
Dixie abriu um quadro de vômitos, diarréia e desidratação grave, e foi levada a um hospital especializado. A surpresa ficou por conta do exame de Rx, que não só evidenciou a presença de um corpo estranho, mas revelou a identidade do mesmo. Tratava-se de um boneco do Homer Simpson.
Após a cirurgia, que transcorreu sem complicações, Dixie evoluiu bem e já está em casa.
Como sabemos, existem vários casos relatados de fanatismo que acabaram em tragédia. Porém, o caso de Dixie é o primeiro relatado no mundo animal. Diz-se à boca pequena que Dixie era espectadora assídua do desenho "Os Simpsons", e que Homer Simpson, típico personagem "ame-o ou deixe-o", lhe causava estranha inquietação ao aparecer na telinha.
Sinistro...

My friend Nietzsche

"Não somos rãs pensantes, nem aparelhos de objetivação e máquinas registradoras com vísceras congeladas. Temos constantemente de parir nossos pensamentos de nossa dor e maternalmente transmitir-lhes tudo o que temos em nós de SANGUE, CORAÇÃO, FOGO, PRAZER, PAIXÃO,TORMENTO, CONSCIÊNCIA, DESTINO, FATALIDADE - VIVER. "
Friedrich W. Nietzsche - in: Gaia Ciência

sexta-feira, 1 de maio de 2009

We all live in...

...a YELLOW SUBMARINE...
Em 12x sem juros...no cartão!
PS: recomendo não tentar entender. Trata-se de uma compulsão muito particular...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Brasil, o país das "Malcom"

Sabemos que o Brasil é um país de diversidades. Diversas raças, diversas culturas, diversas classes sociais, e como não poderia faltar, diversos grupos de indivíduos identificados por determinada característica singular. É nesse grupo que encontramos as "Malcom".
O grupo das "Malcom" é composto apenas por mulheres, já que o correspondente masculino recebe outro nome e tem características peculiares, que não são o assunto deste texto. Essas mulheres, têm idade variando entre 15-75 anos, sendo sua grande concentração encontrada na faixa dos 40-55 anos. O estado civil predominante é "casada", porém não podemos excluir as viúvas e as solteironas, tipos bastante característicos da classe.
Temos "Malcoms" atuando nas várias áreas profissionais. Mas sabemos do tropismo desta classe pelas repartições públicas, bancos, diretorias de escolas, e hospitais. Podemos também encontrá-las nos cursos livres de pintura em porcelana, ponto de cruz, francês e culinária. Podemos nos deparar também com alguns espécimes na profissão favorita das "Amélias" do Brasil: as "do lar".
O tipo físico predominante tem características patognomônicas: baixinhas, gordinhas, hirsutas, cabelos ressecados, sobrancelhas grossas e seios abundantes. É claro que há exceções...
As "Malcom" costumam usar óculos de leitura pendurados por uma correntinha dourada ou de pérolas falsas. O cabelo é pintado, na maioria das vezes e há sempre uma raiz branca aparecendo. Usam muitos colares tipo bijou, coloridos e trançados entre si. A maquiagem é excessiva e sempre incompatível com a ocasião. Preferem roupas largas, de seda ou crepe, geralmente em tom pastel. A roupa íntima é invariavelmente bege e do tipo "calçola". Muitas usam anáguas. O lencinho bordado na bolsa é presença quase obrigatória.
No que se refere ao lazer, encontramos muitas Malcom em shoppings, matinês de cinema no Largo do Machado, cabeleireiros, igrejas, mesas de "biriba", bingos, cafeterias tradicionais, aulas de hidroginástica, chás beneficentes, pet shops, supermercados, e pasmem...em consultórios médicos. Isso mesmo...ir ao médico é o lazer favorito da maioria delas.
No consultório médico, o comportamento é quase uniforme, independente da especialidade em questão: são poliqueixosas, com dores que migram de um lugar para outro, dormências, cefaléias crônicas, hálux valgo, doenças da tireóide, depressivas, obesas, com frequentes dores no peito, asmáticas, com micoses nas unhas, cálculos renais e biliares, labirintite, fadiga, logorréicas e insones. Muitas vezes possuem sintomas e sinais de difícil correlação anatômica ou fisiológica, tipo: nó na barriga, ovo na cabeça, cólica no tornozelo, "estralos" difusos ao acordar, coração que pára de "respirar" à noite, dentre outros mais bizarros. São facilmente identificadas logo na chegada aos consultórios e clínicas, pois vêm sempre com uma sacolinha de exames bastante recheada, com no mínimo uma Ressonância Magnética e um exame de Sangue. Possuem múltiplas receitas dos vários profissionais antes consultados, sendo todos incompetentes. Conhecem todos os medicamentos, já usaram vários e nenhum adiantou, ou então são alérgicas...Há também os medicamentos que abaixam muito a pressão, provocam cólicas, tiram o sono, ao contrário do que é previsto em suas características farmacológicas.
Por fim, o diagnóstico sindrômico é sempre o mesmo para todas as variações descritas..."Síndrome de Malcom". O tratamento não tem mistério, e é fornecido gratuitamente na maioria das vezes (há quem prefira pagar). O problema maior é que as próprias "Malcom" rejeitam o tratamento em sua forma completa, ficando sempre insatisfeitas e agravando a síndrome a cada tentativa de um novo "medicamento". Nestes casos cronificados, lançamos mão dos antidepressivos, benzodiazepínicos, analgésicos e anti-eméticos. Trata-se de um tratamento sintomático e com taxas altas de insucesso, levando a maioria das "Malcom" a solicitar atestados médicos e declarações para perícia, a fim de se "encostarem pelo INPS".
A cada dia que vivo e ando por esse Brasil afora, me deparo com mais e mais mulheres contaminadas pela síndrome. O índice de crescimento das taxas de morbi-mortalidade vem assustando a população não acometida pela doença, já que esta é que sofre com os surtos de irritabilidade e má vontade das mulheres acometidas. Temo que até 2010, 2/3 da poulação feminina do país esteja contaminada por alguma forma da doença, o que seria uma enorme tragédia no que diz respeito às relações sociais e profissionais inerentes ao nosso dia a dia.
Confesso que por várias vezes já me peguei pensando em uma solução definitiva para tal síndrome, mas no fundo, sei que a mesma não está nos livros...a solução está em levar uma vida saudável na esfera conjugal, seja em uma simples "ficada" ou em um casamento beirando as bodas de prata ou de ouro. No momento em que a mulher "Malcom" estiver aberta para reconhecer seu parceiro ideal e se render aos caprichos de uma boa noite sexo, não importando a frequência, creio que a incidência da síndrome diminuirá vertiginosamente.
Em suma, a solução é literalmente "Relaxar e Gozar"!!!

sábado, 11 de abril de 2009

A Queda do Império em Milão...

Uma história de ascenção e queda do Imperador de Milão.
A cada dia, um capítulo mais emocionante. Não perca...diariamente nos melhores jornais e canais de TV...

SARGENTO GETÚLIO

Por onde anda o Sgto.Getúlio? Foi buscar um subversivo lá pros lados de Paulo Afonso, pra levar para Aracajú e nunca mais voltou...
Será que o "pau-mandado" se encheu de cana pelo sertão afora e bateu as botas? Será que se enovelou com uma rapariga qualquer numa dessas casas de tolerância pelo caminho? Será que resolveu mostrar que é macho (pelo menos ele pensava que era...) e tomou um teco dos discípulos de Lampião?
Vai saber.............................
Dizem por aí que abortou a missão que lhe cabia e foi morar numa cidade serrana lá pros lados do Rio de Janeiro...Mas sua passagem por lá tá com os dias contados...Já tem uma legião de cabras querendo mandar o tal de volta lá pra terra de onde ele veio...SAP...um lugarejo perdido no mapa desse Brasilzão abarrotado de "Zés-Ninguém..."
Corre à boca pequena que nem por lá querem o cabra de volta...E em terra de Coronel, quem é Sargento lava a cueca...
Pobre Sgto.Getúlio...expulso de Sergipe por "São" João Ubaldo Ribeiro, perseguido na terra de Santa Teresa, contava com os braços abertos de Santo Antônio...Broxou...........O jeito será apelar pra Santo André e constituir morada em Magé...lá não tem Santo não...e a lei da Baixada tem apenas um único parágrafo: "Aqui, o buraco é mais embaixo" - e um único § -"A sete palmos".
Que Deus tenha piedade dos ímpios e pecadores, e lhes conceda um lugar no Paraíso...e que esse lugar seja bem longe do destino dos bons...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

LUTO...

À minha sogra...

Estando mais uma vez diante de uma perda, me peguei a divagar sobre o significado da morte. Não o significado religioso ou místico, mas o meu sentimento em particular.
Vi a paz de alguém que "optou" por partir sem dor, e isso me confortou. Mas o egoísmo inerente a todos nós, seres humanos, parece ser maior do que qualquer sentimento de resignação. Nós queremos ver todos os "nossos" vivendo eternamente. E nem ao menos perguntamos a eles, se esse é também o seu desejo.
O desprendimento necessário para aceitar tais situações não faz parte do nosso rol de sentimentos e emoções. Somos possessivos ao extremo. E como a morte é inevitável, sofremos por esse sentimento de posse. Por que será que nossa inteligência e poder de racionalização não nos protege dessa dor?
A resposta é simples, e vem de uma outra questão: Qual de nós consegue racionalmente suplantar os caprichos do coração? Difícil, não é?
Enfim, o que nos cabe é aceitar essa condição tão particular e essencial aos seres dotados de vida. Se não conseguimos colocar a razão acima da emoção, nos resta aprender a lidar com a dor oriunda do coração e da alma. Sabendo que o tempo sempre há de aquietar o que há de negativo em nosso caminhar. O saldo sempre será positivo na conta dos que vivem, chorando e sorrindo, não necessariamente nessa ordem.
Será sempre essa eterna luta entre a prepotência da razão e a impotência emocional. Sendo que já conhecemos o vencedor...
D. Regina, vá tranquila, e faça da sua paz, a nossa paz!
Com carinho, da sua nora...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

DEFESA

Racional assim eu sou
Nasci para pensar
E pensando me sinto viva
Dona do meu ser
Senhora da razão
Calmamente guio meus passos
Controlo minhas idéias
Preservo as procedentes
Deleto as ameaças
Tenho tudo calculado
Perigo não posso correr
Sou profundamente cerebral
Minha vida é pré-programada
Minhas vontades cerceadas
Meus pensamentos censurados
Os riscos afastados
Sentimentos controlados
E o sangue congelado
Sou cerebral...
Neuronal...
Racional...
Sem coração...
Sem emoção...
Sem piedade...
Uma grandissíssima mentirosa!
Cristiane
03/04/2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

"O mundo está ao contrário e ninguém reparou..."

Vejam só esse absurdo do mundo moderno, noticiado hoje pela Folha de São Paulo:
"Transsexual espanhol anuncia estar GRÁVIDO de gêmeos".
A questão é a seguinte: Um indivíduo na Espanha, há 25 anos, nasceu mulher, porém decidiu ser homem (???). De Estefania Corondonado, passou a ser Rubén Noé (???). O fato é que "Rubén" manteve os órgãos reprodutivos femininos.
A Sra. (Sr.) Rubén, namora uma espanhola, Esperanza Ruiz, 43 anos e mãe de dois filhos (pobres coitados). Desde então, manifestou a vontade de ser pai, o que julga ser perfeitamente normal. Decidiu-se por fazer uma inseminação artificial, o que o levou a interromper seu tratamento com testosterona, e a adiar seu projeto de operar a genitália. O resultado foi uma gravidez gemelar, de alto risco, já que a Sra. Rubén é epilética e corre sérios riscos de parto prematuro desencadeado por uma crise convulsiva.
Em declarações à imprensa, disse achar "normal uma gravidez de um transsexual", e que o mundo está mudando e já é hora das pessoas se acostumarem com tal fato. Diz também ser preciso acabar com "tabus sociais".
Como se não bastassem tantos absurdos, Rubén revela claramente que vai explorar sua gravidez diante da imprensa, afirmando que a "bomba" é sua e que isso lhe dá o direito de ganhar algum dinheiro ($$$) com isso, já que se não o fizer, outros ganharão...
Sabe-se que já há uma negociação ($$$) com dois canais de TV na Espanha para veicular uma entrevista com "o gestante".
Penso não ser necessário qualquer comentário a respeito desse absurdo anti-natural, e de potencial risco psicológico e social aos demais envolvidos indiretamente ou não no caso, sem ter ao menos direito de opnião ou escolha. Não se trata de uma postura preconceituosa, mas sim zelosa de minha parte. Opção sexual é algo muito individual, mas não podemos fechar os olhos a determinados exageros cometidos por parte de alguns indivíduos, que acham que quebrando protocolos de normalidade, do ponto de vista social, estarão conquistando espaço para melhor compreensão de seu status sócio-cultural e sexual. Wrong way!
A sociedade moderna em que vivemos, já vem sendo bastante condescendente com fatos outrora considerados amorais e imorais. O que não quer dizer que nós, satisfeitos com a sexualidade que nos foi fornecida geneticamente, tenhamos que aceitar algumas situações de extrema bizarrice, como esta protagonizada pelo espanhol. Existem casos e casos...e estes coexistem com eventuais atrocidades praticadas por cidadãos, médicos e juízes, além de terem apoio de uma minoria, que ignora tudo que gira em torno de uma decisão polêmica como esta. Aventureiros do presente, incapazes de imaginar um possível dano futuro aos seus descendentes.
É lamentável!