sábado, 27 de junho de 2009
Luto²
25 de Junho de 2009...Dia de Luto para legiões de fãs das mais variadas gerações...O mundo perdia Farrah Fawcett, a eterna "pantera" do seriado "Charlie's Angels" e perdia também Michael Jackson, ídolo pop mais cultuado, amado e odiado das últimas décadas.
Para os mais jovens, que não tiveram a oportunidade de acompanhar o seriado "As Panteras", com título original "Charlie's Angels", na década de 70/80, fica difícil dar a dimensão exata da perda de Farrah Fawcett. Seu papel era o da Pantera Jill Munroe, linda, com cabelos invejáveis, feminina, sagaz e ao mesmo tempo uma das melhores agentes do misterioso Charlie. Exímia atiradora, perfeita em seus golpes, dominava a técnica de defesa pessoal de forma bastante ética. Junto com suas companheiras, Sabrina e Kelly, também lindas, charmosas e destemidas, foi algoz dos mais perigosos bandidos, desarticulando as quadrilhas mais temidas de Los Angeles. Quem teve a oportunidade de assistir ao seriado, com certeza já encarnou uma das 3 personagens em suas brincadeiras de "bandido e mocinho" na infância. Elas eram invencíveis. Jill era invencível. Era.......pois a doença do século a levou pra sempre. De certo, para nós que tivemos o privilégio de tê-la na TV em nossas tardes ociosas da infância, ficará a dor da perda, mas também a alegria de um dia ter podido vivenciar a emoção de se sentir uma "pantera".
No caso de Michael, o impacto é maior...São várias gerações de órfãos, mas devemos admitir que nós, privilegiados adolescentes da década de 70/80, talvez sejamos os mais saudosos. Afinal, quem não teve o vinil mais vendido da época, "Thriller"? Quem não parou para assistir a estréia do video clip de "Thriller" no Fantástico? E mais...quem não tocou uma guitarra imaginária no solo de "Beat It"? Quem não arriscou uns passinhos tal qual Michael fazia na lendária "Billie Jean"? Coisas daquela geração...Mas Michael era mais que isso. Se manteve no topo por muitos anos, e se não era notícia na música, era protagonista de momentos e cenas que pararam o mundo. Quais? Não vem ao caso agora, todos nós sabemos. Loucura? Talvez...Mas o que fazer quando sabemos da simbiótica relação entre a genialidade e a loucura? Digamos amém. Amém para o gênio, amém para o louco. Amém para um dos ícones mais reverenciado e cultuado por todo o mundo. Digamos adeus a Michael Jackson. Com certeza, não haverá outro igual a ele...
Neste dia, Farrah e Michael, a "Pantera" e o "Moonwalker", deram as mãos e partiram juntos para algum lugar distante. E deste lugar, só saberemos o endereço quando chegar nossa de patir. Que eles cheguem em paz por lá!
No caso de Michael, o impacto é maior...São várias gerações de órfãos, mas devemos admitir que nós, privilegiados adolescentes da década de 70/80, talvez sejamos os mais saudosos. Afinal, quem não teve o vinil mais vendido da época, "Thriller"? Quem não parou para assistir a estréia do video clip de "Thriller" no Fantástico? E mais...quem não tocou uma guitarra imaginária no solo de "Beat It"? Quem não arriscou uns passinhos tal qual Michael fazia na lendária "Billie Jean"? Coisas daquela geração...Mas Michael era mais que isso. Se manteve no topo por muitos anos, e se não era notícia na música, era protagonista de momentos e cenas que pararam o mundo. Quais? Não vem ao caso agora, todos nós sabemos. Loucura? Talvez...Mas o que fazer quando sabemos da simbiótica relação entre a genialidade e a loucura? Digamos amém. Amém para o gênio, amém para o louco. Amém para um dos ícones mais reverenciado e cultuado por todo o mundo. Digamos adeus a Michael Jackson. Com certeza, não haverá outro igual a ele...
Neste dia, Farrah e Michael, a "Pantera" e o "Moonwalker", deram as mãos e partiram juntos para algum lugar distante. E deste lugar, só saberemos o endereço quando chegar nossa de patir. Que eles cheguem em paz por lá!domingo, 21 de junho de 2009
Bizarrices...
Em 31 Maio...(Fonte Yahoo)
QENA, Egito - Um jovem egípcio de 25 anos cortou o próprio pênis depois que os pais rejeitaram sua namorada, informou a polícia local.
O jovem, morador do povoado de Sheikh Eissa (sul), estava apaixonado por uma mulher, mas os pais a rejeitaram e disseram que ele deveria se casar com outra, ao contrário do que ele desejava.Ele praticou a mutilação no próprio quarto, segundo a uma fonte policial.
O jovem foi hospitalizado e sua situação é considerada estável, mas os médicos não conseguiram reimplantar o membro. O jovem também mutilou os testículos, segundo a polícia. Tsc,tsc...
- Existe alguém no mundo que mereça tal ato de heroísmo tão selvagem?
- O indivíduo não teria um desejo inconsciente de castração?
- Não seria um caso de transsexualismo latente?
- Seria um "Édipo" mal resolvido?
Sei lá...talvez seja mais um insano perdido por esse mundo...Se não era...passou a ser...
Como diria Raulzito: "Quando acabar, o maluco sou eu!"
domingo, 14 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
Só podia ser Zé Rodrix
Hoje acordei pensando em Zé Rodrix...
Na foto: Sá Rodrix e Guarabira (anos 70)
Ainda triste pelo precoce falecimento do gênio Zé Rodrix, eternizado por compor "muitos rocks rurais", me deparei com um (excelente) blog na net, onde temos acesso a poesias, composições e outros escritos do poeta.
Achei por lá, um poema bem atual e resolvi postá-lo por aqui.
O Presidente Silva
Sobram-lhe gogó e goró,
faltam-lhe ginásio e petróleo.
Há de ficar eternamente na dúvida
balançando pendularmente
entre ser líder e ser liderado:
para qualquer um dos dois papéis
faltam-lhe ginásio e petróleo,
sobram-lhe gogó e goró.
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Só podia ser mesmo o Zé Rodrix... Link do blog "Na Lata do Poeta" - http://nalatadopoeta.blogspot.com/
"Slide to Unlock"
Essa foi demais...
O produto foi criado pela empresa norte-americana Weebly, especializada em hospedagem e criação de blogs, e o custo é de US$12, podendo escolher entre as cores preta ou branca. Gostou? Aí vai o link: http://ipanties.weebly.com/ O dia dos namorados vem aí, e esta é uma boa dica para quem tem uma namorada "geek".
Confesso que não era a minha intenção passar por aqui hoje, muito menos postar algo. Não me sinto nos meus melhores dias (ou noites) de inspiração. Mas repito...essa foi demais! Passeava eu, virtualmente, por um blog especializado em informática, downloads e outras coisitas do gênero, quando me deparo com mais um produto (inspirado) no mundo "Mac"...aquele da maçãzinha mordida... "I Panties"............Isso mesmo...calcinhas inspiradas no I Phone e no I Pod Touch. Na frente, estrategicamente na vertical, lemos a seguinte instrução: "Slide to Unlock". Se você tem um I Pod Touch ou um I Phone, vai entender bem do que estou falando. Se você não tem, aí vai a imagem do produto, para que possam compreender melhor até onde pode ir uma "I Mania".
O produto foi criado pela empresa norte-americana Weebly, especializada em hospedagem e criação de blogs, e o custo é de US$12, podendo escolher entre as cores preta ou branca. Gostou? Aí vai o link: http://ipanties.weebly.com/ O dia dos namorados vem aí, e esta é uma boa dica para quem tem uma namorada "geek".quinta-feira, 28 de maio de 2009
O Super-Homem de Nietzsche...
“E Zaratustra assim falou ao povo: ‘Eu lhes anuncio o super-homem!’ O super-homem é o bom-senso da terra. Digam suas vontades: seja o super-homem a razão da terra..."
O Super-Homem criado por Nietzsche, seria um homem "além do bem e do mal", humano em demasia, que viria ao encontro de tudo o que era previamente estabelecido. Para o filósofo, qualquer ser humano, seria dotado da possibilidade de ser um "super-homem", enquanto dotado de vontade e coragem. Imbuído destas, o (super) homem superaria todos os obstáculos, sendo dois deles, os principais "inimigos" potenciais deste ser "humano, demasiadamente humano", a saber, o Hábito e o Medo.
Nietzsche estabeleceu as características deste homem ideal a partir de Zaratustra (nome oriundo de Zoroastro - profeta persa em VI a.C.), no clássico: "Assim falou Zaratustra", de sua autoria.
Há quem diga, que Zaratustra seria o superego do filósofo...
Maybe..............
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
De Volta a Lagoa Azul
A LAGOA AZUL
Antes que comecem as críticas, eu faço uma pergunta: "Quem nunca ficou seduzido pelo clima de erotismo inocente, e pela descoberta do amor entre as personagens deste filme? Acredito que qualquer indivíduo da minha geração, que na época curtiam a pré-adolescência, tenha tido a vontade de ser habitante daquela ilha perdida no oceano.
O fascínio pela descoberta do corpo, a inocência perdida, e o amor incondicional, com certeza já atingiu um dia a vida de cada um de nós. Ocorre que com o passar do tempo e o amadurecimento a duras penas imposto pela vida moderna, nos tornamos seres pseudo-céticos, e em consequência disso, críticos sarcásticos deste modelo de romance.
Basta que façamos uma pequena viagem no túnel do tempo, para que a magia do amor de Brooke Shields e Christopher Atkins na paradisíaca ilha, torne a nos encantar de um modo bastante peculiar aos adolescentes. E o porque disso é muito simples. Na adolescência, da minha geração, éramos apenas crianças, ávidas pelo desejo puro e intenso de crescer, amar, casar, ter família, filhos e tal...A pureza nos proporcionava viver intensamente a fantasia de que essa vida tão desejada seria tal qual um conto de fadas, onde o príncipe encantado, rico, bonito, fiel e com um caráter inquestionável, encontraria a linda e meiga princesa, disposta a ser uma glamurosa madame "Amélia", e a partir dali, viveriam felizes para sempre...sem percalços. Transportávamos então a situação inusitada vivida pelos protagonistas do filme para a realidade ilusória criada em nossos corações que batiam em franca arritmia, típica da faixa etária em questão. E chegávamos a acreditar piamente que aquele seria o nosso destino. Não necessariamente numa ilha, ou em um castelo medieval, mas na selva de pedra que era a nossa realidade. A cada reprise do filme, maior se tornava nossa ilusão. Doce ilusão...
O tempo passa para todos, e com ele passam também as fantasias de um passado nem tão distan te assim. O desejo do encontro mágico até se realiza, mas a vivência real do antigo sonho é bem diferente do romantismo contido no script do filme. Nos tornamos ácidos, criamos uma capa protetora a fim de preservarmos a evolução da nossa espécie. A Lagoa Azul, passa a ser um mar poluído por derramamento de óleo, produzindo matanças em massa de animais e plantas que antes decoravam o lúdico cenário. E a matança se estende a nós, seres humanos, que assim como a fauna e a flora, vamos nos tornando secos, sem vida, e descrentes de qualquer mudança para melhor. Odiamos a Lagoa Azul. Ridicularizamos o amor e a inocência dos protagonistas. Classificamos o filme como mero enlatado produzido exclusivamente para a sessão da tarde. Zombamos do que teria sido um dia, o nosso ideal de vida. E o pior...passamos isso como lição de vida para os nossos filhos...endurecemos nossas crianças sem permitirmos que elas tenham o privilégio de um dia sentir o friozinho na barriga que sentimos um dia...e que muito nos encantava!
Me pergunto às vezes se não seria muito melhor vivermos na ilusão de que um dia nos tornaríamos náufragos dessa dura vida e viveríamos com o amor como subsistência, em uma ilha perdida no paraíso de nossa imaginação. Com certeza a resposta é "sim".
Mas penso que nem tudo está perdido. Convido a todos, de qualquer geração, a assistir ao cult "A Lagoa Azul, e por um momento que seja, possam encarnar de corpo e alma a vivência das personagens do filme. É um convite para uma longa viagem, onde sairíamos da realidade para o sonho que um dia fora deixado pra trás. É verdade que iremos com a passagem de volta comprada, mas como fazemos nas férias anuais, curtimos ao máximo aqueles momentos maravilhosos e mágicos que as viagens nos proporcionam. Guardamos as fotografias, e principalmente, cultivamos as lembranças em nossa memória para todo o sempre. Quando tivermos vontade, poderemos sim, ser felizes para sempre!
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