quinta-feira, 1 de maio de 2008

Um Novo Despertar

Ao nascer do sol, Meu peito adormece. E com ele, também minha intensidade... Olhos secos, raciocínio atento É o repousar das emoções... Mas no raiar da madrugada Surgem os devaneios E volto a ouvir as batidas do meu coração. Corre uma lágrima Sobre minha pele enrubescida Aperto o OFF da realidade E mergulho na luz Que invade meu universo. É o despertar do peito meu... KIKINHA

sábado, 26 de abril de 2008

TRANSTORNO BIPOLAR

O que é transtorno bipolar...
O transtorno bipolar consiste numa alteração dos mecanismos que regulam o estado do ânimo. Parece que o sistema límbico é a área do cérebro encarregada de atuar como um autêntico “animostato”, ou seja, de forma similar a um termostato numa moradia: mantendo uma temperatura regular e ativando as estruturas necessárias pra manter o equilíbrio. No caso do termostato, quando este detecta uma temperatura superior à afixada, ativa a refrigeração e ativa a calefação se a temperatura é extremamente baixa. O estado de ânimo das pessoas tende a regular de acordo com a situação ambiental. Quando uma pessoa padece de transtorno bipolar, ou seja, quando o “animostato” não funciona corretamente, o estado de ânimo passa a ser instável, independentemente do ambiente.
Há vários mecanismos fisiológicos implicados no transtorno bipolar, a maioria em nível de neurotransmissores. Os neurotransmissores são as substâncias encarregadas de transportar a informação no cérebro. Existem provas empíricas de que alguns neurotransmissores (dopamina, serotonina, noradenalina, acetilcolina) funcionam de forma anômala no transtorno bipolar. Também existem anomalias no funcionamento hormonal, sobretudo no hormônio tireoideano.
Atualmente pode se afirmar, sem nenhum tipo de dúvida, que o transtorno bipolar tem uma base biológica e se transmite geneticamente. São ultrapassadas as teorias que afirmavam que distintos fatores psicológicos ou sociais (traumas infantis, más relações familiares, fatores de personalidade) eram a causa do transtorno bipolar. Hoje, sabe-se que todos esses fatores podem precipitar ou agravar a doença, mas nunca causá-la.
A doença bipolar é crônica e recorrente; isso significa que dura por toda a vida, mas não é igualmente grave durante toda ela, e os episódios tendem a se repetir. Cerca de uns 4% da população sofrem algum tipo de transtorno bipolar. As taxas de prevalência desse transtorno são muito semelhantes em todos os países, o que demonstra que é uma enfermidade universal, não estando vinculada a condicionantes culturais ou sociais.
Felizmente hoje já dispomos de tratamentos muito eficazes pra manter o transtorno bipolar compensado, de modo que muitas pessoas que em outras épocas passaram grande parte do seu tempo na marginalidade ou institucionalizadas possam levar uma vida normal (dito de outro modo, não estar escravizado pelo transtorno). Há muitos pacientes bipolares que conseguem levar uma vida social, familiar e sentimental completamente adaptada, com um rendimento laboral tão bom quanto o de qualquer pessoa não bipolar.
De fato, a lista de pessoas afetadas pelo transtorno bipolar que hoje ocupam um importante lugar na história é interminável: líderes políticos como Churchill ou Ulysses Guimarães, pintores como Van Gogh ou Paul Gauguin, brilhantes compositores como Schumann ou Tchaikovsky, eminentes escritores como Virginia Wolf, Hemingway, Charles Baudelaire, Herman Hesse ou Edgar Allan Poe e no Brasil, os cantores Elis Regina, Cazuza e Renato Russo.
Devemos começar a pensar que ter um transtorno bipolar não é mais ou menos grave do que padecer outras doenças crônicas como asma ou diabetes, e que na maior parte dos casos pode-se manter compensado o transtorno graças a uma medicação adequada e ao seguimento estrito de pautas condutuais.
FONTE: MANUAL DE PSICOEDUCAÇÃO PARA O TRANSTORNO BIPOLAR.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Adrenalina...

"...não importa que a aventura seja louca, desde que o aventureiro seja lúcido."

quinta-feira, 17 de abril de 2008

ALFREDO: 1 ano de saudade...

Ainda é madrugada, faz frio, e o céu ainda não perdeu o ébano da noite e o prata da lua. Impossível não viajar na máquina do tempo que existe em minha memória, e não lembrar daquele 17 de abril de 2007...nesta mesma hora, a notícia da ida de meu amigo Alfredo para a morada do Senhor, já ecoava em minha mente. O clima no pátio do Hospital São José, em Teresópolis, era ao mesmo tempo de desolação e alívio. Estávamos tristes, porém certos de que nosso Pai, havia livrado nosso irmão de todo o sofrimento que lhe coubera naqueles últimos dias...Foi um dia duro. Ainda me lembro da imagem dele, serena, naquela igreja, sendo homenageado por centenas de amigos...a cidade parou! Atendimento médico naquele dia era quase impossível. Os colegas, consternados, compareciam em massa ao velório e se sentiam emocionalmente "incapazes" de dar seguimento aos seus consultórios. Era um dia onde todos já imaginavam a saudade que ficaria para sempre em nossos corações! Lembranças pairavam na mente de cada um que passava por ali. Lágrimas corriam, pessoas se abraçavam, coroas de flores não paravam de chegar...justa homenagem àquele que foi um médico brilhante, um colega generoso e um amigo leal e fiel. Justa despedida............. "Gringo...sua falta ainda dói bastante. Mas me tranquiliza ter a certeza de que vc está aí, junto ao Pai, nosso Deus em quem tanto depositamos nossa fé, nossa esperança e nossa resignação...SUA resignação!!! Não é nada fácil entrar naquele Centro Cirúrgico e não te encontrar...mas seu legado ficou ali, para todos que o respeitaram e seguiram seus passos na profissão...todos que foram seus amigos e discípulos...todos que aprenderam a te respeitar como médico e como homem. Homem de Deus, pai de família, marido extremoso e amigo de todas as horas! Continue daí olhando por nós, pois sua lição de luta e perseverança ficou para todos nós...Hoje estaremos em algum momento deste dia, em oração por vc, amigo. Continue descansando em paz...fica com Jesus!" Cris...

sábado, 12 de abril de 2008

Ah Ceará...quero voltar...

A natureza...vista por várias "lentes"...mas pela mesma fotógrafa...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

FREUD EXPLICA?

Para quem não conhece, este é meu amigo Sig...Sigmund Freud. Há mais de 10 anos travamos diálogos(às vezes monólogos)reveladores...Ele tem o dom de me fazer entender a mim mesma...É bem verdade que de vez em quando...falha! Por minha culpa, minha máxima culpa. Afinal, como alguém tão consciente(???)pode se deixar levar pelas armadilhas do subconsciente? Não é fácil... Mas nós continuamos nossas tentativas, posto que Sig é um "cara" altamente compreensivo, e nada crítico! Rs...às vezes, ficamos em dúvida se quem está sendo analisado sou eu...ou ele...rs! Nesses dias, conversamos apenas sobre amenidades...como dois bons amigos. Mas quando o tal do subconsciente aflora...ahhh....aí ninguém segura...vira um ping-pong fantástico. Fico pensando como pode tamanha inteligência...de ambos. É...sei que estou sendo um pouco pretenciosa, mas Sig me ensinou que devemos valorizar o que temos de bom, ou pelo menos, o que pensamos que temos de bom. E eu respeito os mais velhos...conselhos de alguém de cabelos brancos são para ser considerados! Enfim, nossa relação é de amor e ódio...os dois extremos mais próximos que já conheci. Não vivo sem ele, e por sua vez, sei que ele me quer por perto. Trocamos experiências filosóficas incríveis. E não é qualquer paciente que se permite viver uma hora de devaneios por semana! Eu sim...me permito, porque gosto, porque quero e porque, como todos, aguardo o dia em que haverá uma explicação...E enquanto Freud não explica.....................meu lugar fica guardado em seu divã. PS: confesso que às vezes me pego torcendo para que a tal explicação não exista............

NOSSO REFÚGIO

Pousada da Bocaina - São Pedro da Serra

quinta-feira, 10 de abril de 2008

NAUFRÁGIO

Quando meu olhar te devassou por inteiro E sua imagem em minha retina ficou Inundei de lágrimas um travesseiro Onde meu coração naufragou... Fui também por ti devassada Entregue na mesma emoção Vi tua vida então naufragada Perdida em minha solidão. KIKINHA

EU???

"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais fortes, das festas mais apoteóticas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes... Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar!"

quarta-feira, 9 de abril de 2008

DEPRESSÃO - Generalidades

Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais.

A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.

Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo.

NINGUÉM SABE O QUE UM DEPRIMIDO SENTE, SÓ ELE MESMO E TALVEZ QUEM TENHA PASSADO POR ISSO. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente. Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:

Perda de energia ou interesse Humor deprimido Dificuldade de concentração Alterações do apetite e do sono Lentificação das atividades físicas e mentais Sentimento de pesar ou fracasso

Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:

Pessimismo Dificuldade de tomar decisões Dificuldade para começar a fazer suas tarefas Irritabilidade ou impaciência Inquietação Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer Chorar à-toa Dificuldade para chorar Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança... Dificuldade de terminar as coisas que começou Sentimento de pena de si mesmo Persistência de pensamentos negativos Queixas freqüentes Sentimentos de culpa injustificáveis Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual

Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.

Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.

Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa.

Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão.

O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos.

Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 19 Liv 03 Liv 17 Liv 13 Eur. Psychiatry 2001; 16: 327-335

Relapse and Recurrence Prevention in Major DepressionJG storesum J Psychiatry Res. 2000; 48: 493-500

FONTE: http://www.psicosite.com.br/tra/hum/depressao.htm